Cultura Ocidental e a Terapia Tântrica

Em terapia tântrica, de forma geral quem passou pela transformação do Tantra sabe que os #opostos são apenas jogos da mente. Mesmo que não seja bem parte da nossa cultura, ele existe na origem da existência humana. A nossa #literatura e música tem diversos elementos do Tantra. Assim, às vezes é mais fácil se desenvolver dentro do Tantra sem grandes pré tensões; a cultura ocidental não gera muito muito impulso para os hábitos como o de ler livros um pouco mais complexos, ou o de desenvolver seu jeito com as #artes.

São muitas opressões a que as pessoas estão acostumadas e o ocidente cresceu em sua tradição material. Assim, em algum ponto, a matéria encontra o espírito, inclusive, a matéria pode ser a manifestação da magia do #espírito (por que não?). A questão do velho debate da luta do bem contra o mal, algo que torna tudo mais difícil: a mente se torna um #labirinto de dualidades e é fácil se perder.

Ou seja, entrar no jogo da “verdade” pode se transformar em um labirinto sem saída. Além disso, não adianta tentar escapar para o alto da #montanha: as máscaras estão caindo, pouco a pouco, de todos aqueles que se cultuam como iluminados ou iluminadores. Diverso da vida do Oriente, cujo contexto espiritual ainda lampeja no incônscio das pessoas, o #Tantra ressurge no Ocidente de forma diferente. Quando vejo tutores da cabala do Oriente falar sobre a realidade ocidental, parece que estou diante de diversas caricaturas.

Liberdade, auto libertação e a cultura ocidental

Mas a realidade é que existem técnicas para o #autoconhecimento, é disso que trata o Tantra. Dito isso, existe um certo renegar (dentro da cultura ocidental) dos instintos mais primais que a vida humana oferece, e o selvagem acaba pode se tornar uma #força caso a pessoa queira, mas não dá para alcançar. O selvagem não existe há mais do que a memória cênica pode se fazer notar. Além disso, não existe #tática da selvageria, e se existisse, essa seria só mais uma outra forma de se perder de si mesmo.

Assim, nesse processo de passagem para a auto libertação e liberdade haverão 7 bilhões de #técnicas do aqui e agora, porque existem 7 bilhões de seres humanos. As crenças pouco importam diante da forma simples que as técnicas são ou se mostram. De qualquer forma, o ativar da Kundaliní (energia de base, de vida) pode ocorrer a todos. Assim, o impulso #primal é a abstração de conceitos moralistas, com carga de culpa e de pecado. E então, a partir daí, o céu é o limite.

O que é o Stress da Decisão?

Pensar em desde as menores decisões, como quais meias vestir, etc até grandes decisões como escolher a melhor forma de contar uma má notícia para um amigo também envolve o Tantra. Nenhuma dessas decisões é por si só estressante. Mas no acumulado elas vão te deixando cada vez mais exausto enquanto o dia passa. Este é o estresse da decisão.

A melhor forma de evitá-lo é minimizando o número de decisões que você tem que fazer todos os dias. A forma mais fácil é deixar o maior número de tarefas possível no automático. Especialmente aquelas que não são relevantes para seu objetivo final.

Por exemplo, você pode colocar no automático as escolhas de quais roupas usar durante o dia. Essa é uma dica que vem do Steve Jobs… Mas a decisão de quais roupas colocar pode ser aplicada também a outras coisas. Como quais pratos você vai comer durante o dia. Você pode escolher um menu com seis refeições nutritivas e ir alternando entre essas refeições. Super simples.

Automatizando tarefas simples você vai ter mais tempo. Além de mais energia e força de vontade. Poderá se dedicar a suas maiores metas na vida. Assim, você pode priorizar e reservar seus recursos mais preciosos para tarefas mais importantes.

Stress e Prioridades dentro do contexto do Tantra

Uma das chaves para entender o que se passa no dia a dia dentro de um contexto do Tantra para lidar com as questões se trata de um dos conceitos da ciência moderna. O stress da decisão como dificuldade no elencar das prioridades. Para entender melhor, este fenômeno é o resultado de um fato bem simples. Porque tomar decisões dá trabalho. Primeiro, é necessário ponderar as opções e analisar as prioridades. O que resulta em muito trabalho e energia gasta pela mente.

O Tantra ensina que você precisa aprender a reservar e liberar tempo, mas de forma estratégica. Assim como o dinheiro na sua conta bancária, tanto seu tempo como sua energia são preciosos, e eles tem um limite. Isso porque você não tem uma quantidade infinita deles em um dia. Então, há a necessidade de se comprometer com a escolha de se estar no momento presente, do aqui e agora.

O que fazer do ponto de vista do Tantra com relação ao stress e as prioridades?

As vezes isso pode soar meio “etéreo”, ou, que leva muita força de vontade. Mas você pode pensar na força de vontade como um músculo. Toda vez que você se exercita, ganha um pouco de massa. Ao fim de cada dia, você provavelmente tomou dezenas, se não centenas de decisões.

Uma ferramenta bem legal para se aprender a lidar com isso está no Bullet Journal: você pode fazer utilizando o app de “lembretes” do proprio celular, criando listas. Ou na forma em papel, como ensina o vídeo mesmo.

O Tantra ensina você buscar a “não escolha”, porque se for uma pessoa focada demais em coisas para o longo prazo, pode ser que se perca no momento presente. Muito da ansiedade que as pessoas enfrentam se trata de ansiedade por não se estar no aqui e agora, o que vem de encontro à questão de elencar prioridades para seu próprio dia e evitar o stress da decisão.

E o que o Tantra tem a ver com gerenciamento de tempo?

Isso um pouco contra intuitivo, mas o Tantra e o Samkhya são complementares (ler Yoga, Tantra e Samkhya do Sergio Santos). O Samkhya é uma filosofia teórico especulativa que acompanha o Yoga. Significa número. Para o Samkhya, a mente tem uma função natural: decidir o que fazer com o tempo que nos é dado, ou seja, cuidar da rotina.

Na realidade, isso impacta de forma fundamental no nosso comportamento e capacidade de estabilizar as ondas mentais. O “Objetivo final” do Tantra é estabilizar a consciência — trazer a pessoa para o aqui e agora — de forma que o indivíduo consiga sair de um ciclo de aprisionamento e tome as rédeas de sua própria vida, libertando-se. Para isso a meditação é a chave e ninguém quer ir meditar se não houver tempo disponível ou uma priorização adequada.

Vida Sexual e os Métodos de União do Tantra

Dos métodos de união, talvez o mais conhecido seja o Yoga. Porém, o mais imediato e acessível envolve a vida sexual. Ao mesmo tempo em que a questão sexual é por vezes atacada e reprimida. Conflitos internos estão sempre presentes na vida e nas mentes das pessoas, e existe um certo descompasso comum entre o pensar, o falar e o agir.

Quem nunca ficou em dúvida entre casar e comprar uma bicicleta? Se você sente que sua vida tem, não somente uma, mas várias travas, o texto vai abordar questões caras do sobre como o Tantra e o Yoga trabalham para a fluidez e integração do seu ser. Outro dia vi um vídeo de um padre católico falando o quanto a prática do Yoga o impactou. Passou a viver uma sensação de união com toda a existência.

Ou seja, em um processo de percepção da diferença entre o mundo exterior e o interior cada vez mais tênue. O mais interessante é que o Yoga mexe justamente com a fluidez da energia sexual dentro do corpo. Ou seja, mesmo sendo celibatário, todos tem energia sexual dentro de si e essa energia mexe com a própria relação com a vida.

Bases de uma vida plena

Uma das bases para uma vida plena é estar em relaxamento. O simples relaxar já elimina estados de ansiedade que atingem as pessoas hoje em dia, com mais afluxos do que o desejável em um ambiente com saúde. Agora, também não é fácil dizer “Relaxe!” a uma pessoa que já está nervosa, ou com muitas questões para resolver no campo da saúde ou material. Se você deseja reverter os momentos de ansiedade e desconexão, vale notar que a natureza não dá saltos. Ou seja, o tempo da mente não é o tempo do corpo e tudo ocorre em processos.

A vida e o pensar como processo de integração

Pode não ser óbvio que o universo não está dividido entre bem e mal. Isso impacta no sentido de se estabelecer as bases de uma vida mais plena. Porque com o dual, a tendência a exaltar aspectos que tiram a consciência da estabilidade ocorrem. Ou seja, passa a ocorrer uma luta, dentro do ser, entre o bem e o mal, o que toma o lugar da aceitação. Assim, a mente pode levar o praticante a um estado de conflito interior, o que per se, é algo instável.

No entanto, note que não se trata de tornar a mente em algo dual, condená-la. Ela não é a raiz do mal no sentido bíblico. Os pensamentos são fenômenos naturais, e a sua mente não está alheia ao seu corpo. É difícil perceber em um 1º momento o quanto a mente responde e interage com os aspectos do corpo. Dor e sofrimento fazem parte da vida, a questão está na forma como se lida com eles. Qualquer “lado” que se escolha a pessoa entra em conflito. Quer dizer, é muito normal ouvir pessoas falarem que estão do “lado do bem” sem se dar conta de algo vital. Ao criar o bem, cria-se também o “mal”, bem como a luta entre eles.

Religare Tântrico: aceitando a vida sexual

O Religare Tântrico envolve tanto a relação interna do ser, como a que se dá ao longo da vida. Em geral, quando as técnicas são aplicadas com afinco, melhoram muito o dia a dia do praticante. E na medida em que o próprio Yoga se origina do Tantra, fica claro que o Tantra trata não só de unir e integrar, mas também da transcendência. O problema é que a transcendência é quase um monopólio das religiões, que em geral ensinam a divisão e o dual.

Também não se trata de negar a existência do dual. Esse é outro conceito base da vida: a energia flui de um polo para outro. O problema acontece quando o dual entra em um âmbito moral da existência. A questão vai mais fundo. O ingênuo “Livrai-nos do mal” ou “faça coisas boas”, traz consigo uma carga forte de culpa e medo. O papel de figuras religiosas seria libertar! Não de aprisionar as pessoas nos próprios melindres da alma. Elas, por sua vez, acabam se tornando suas vítimas, presas no labirinto dual da existência.

A vida sexual como Culpa e Pecado

O “Pecado Original” é um dos maiores símbolos de prisão dos seres humanos.
A trilha do Tantra leva à libertação, de uma existência automatizada e escrava para um estado de lucidez e relaxamento. De todas as uniões possíveis, a mais ignorada como forma de se tornar um ser mais lúcido, mais pleno, mais vivo é também a mais óbvia. Ela foi relegada à culpa. Imagina se as pessoas soubessem que o caminho para céu está no ato sexual?

Ninguém mais iria procurar os padres e pastores, talvez. Na história do Tantra, os primeiros que chegaram ao Samádhi (correspondente ao estado de graça), o fizeram em ato sexual. Muitos se referem a este estado como um estado de iluminação. É muito pouco provável que os primeiros a chegar lá tenham o feito fazendo posições, ou ficando parados tentando meditar. Nesse estado é possível jogar luz (de diferentes cores e formas) sobre qualquer aspecto da vida que se queira.

Yug: raiz sânscrita para os termos religião e yoga

O termo em sânscrito yug dá origem tanto aos termos yoga como ao termo religião que vem do latim, religare. Ou seja, em si, yug significa união. Os religiosos da atualidade estão pré ocupados em angariar fundos. Nesse processo, que se tornou um processo de “palavras”, jamais dariam o Caminho das Indias de mão beijada. Quando pensamos nesse caminho, existem 112 Sutras que indicam os Tantras (métodos, técnicas) para percepção da realidade e consciência. E mesmo que a pessoa não seja “sexual”, a expansão ocorre pela via da energia sexual, ou energia de vida.

Como se libertar do medo e da culpa com relação à vida sexual

Quando se trata da energia de vida, não tem como se esquivar da energia sexual.
Por isso existe uma relação importante em sair do dual quando se trata de lidar com essa energia de forma mais direta. Seja em sessões de terapia tântrica, seja na própria vida sexual, independente do Tantra. É por isso que gosto do exemplo do micro celular: quando uma célula se reproduz, a pessoa vê como um cicatrização. Ou percebe que está ficando menos doente, está com o sistema auto imune mais forte. Assim, o medo e a culpa com relação à energia sexual são fatos políticos e morais, não são naturais.

Yoga mexe com a vontade de fazer sexo?

A libido pode acontecer de diversas formas por conta da prática de Yoga. É normal que as pessoas não notem nexo entre meditação e energia sexual. Mas a subida da Kundaliní (Energia Sexual) através do canal de energia da coluna vertebral é base para que a pessoa sustente estados de consciência expandida. Se estamos falando de uma energia que se manifesta sexualmente, então a libido, bem como a regeneração celular e a imunidade são impactadas pelo processo! Assim, o estado de Yoga (sensação de União) também é um estado dde energia sexual acima dos níveis comuns.

As ideias morais, ou moralismo, separam o efeito do Yoga da libido e energia sexual. O Yoga muda, quase sem querer, vários processos internos. Por exemplo, a forma como a pessoa se alimenta, faz sexo, e também como dorme. É normal que as pessoas falem que são impacientes demais para “ficar muito tempo parado”. Isso acontece porque elas não se dão conta do prazer que o próprio corpo dá quando a consciência está presente no aqui e agora. Esse prazer deriva sim do prazer sexual, mas poucas pessoas o expõem como tal. Quando alguém começa a praticar Tantra e Yoga, joga luz sobre a energia sexual, e isso pode se tornar um problema. Porque ao fazer isso, a pessoa vai ter que lidar com suas próprias sombras duais.

Não consigo me libertar da culpa do sexo; como proceder?

Um dos aspectos básicos da culpa é o fato de que ela cria luta e divisão no interior do ser. De forma geral, notar um aspecto básico da sua biologia ajuda a se libertar: a natureza não criaria algo super prazeroso no corpo se isso não fosse para alguma funçao. Ora, a função que todo mundo sabe, reprodução! Mas os religiosos dizem que é algo que gera “danação eterna” se for feito por prazer. Das espécies do mundo, somente três (se eu estiver errado, me corrija) fazem sexo por prazer.

Ou seja, Deus teria expulso o homem do paraíso por conta de comer do “fruto proibido”. Muitos interpretam que esse fruto seja o sexo. Outros já enxergam que o fruto era o “fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal” Entender que sexo por prazer existe na natureza pode ajudar a pessoa a se libertar de alguns fantasmas.

Perceber que o Tantra produziu o maior número relativo de mestres ascencionados ajuda. Em termos de quantidades de pessoas, as trilhas patriarcais representam mais de 95% da população da Terra. E mesmo que a pessoa seja praticante do Tantra (matriarcal), ela acaba herdando os moldes mentais duais e de auto repressão comuns na vida. Agora, quando se olha os mestres ascencionados, é quase que uma unidade: Tantra. Não existe Guru (Professor) sem Tantra (método).

Fechando-se para qualquer culpa

Assim, se você sofre com culpa com relação ao sexo, o primeiro passo é parar de criar bloqueios mentais com relação à sua vida. O método tântrico funciona porque é simples: o relaxar conduz à meta de expansão, quase que sem querer. Qualquer oração que fuja do sexo, não é uma oração amorosa pelo simples fato de estar em desarmonia com parte integral de seu ser. Isso significa que a morada da mente que é o corpo, e o corpo depende da mente. Ou seja, não adianta lutar contra qualquer um dos dois. Também não adianta achar que uma vida de monge é mais “elevada” que a vida dentro do mundo.

Sexo tem receita? Saiba o que o Tantra fala sobre isso

Qualquer coisa que você faça na sua vida pode ser vista como método ou como arte. Isso inclui também o sexo. Tantra significa técnica ou método, e dentro do universo tântrico tem até receita para fazer 21 dias de sexo. Surreal, né? E mesmo sendo assim, “tão” metódico, foi no universo do Tantra que encontrei a real arte e as sutilezas da energia sexual.

Poisé, sim, o Tantra gera um aprendizado sobre como levar a arte do sexo. Significa olhar para uma ou outra receita de sexo? Sim, a própria técnica da massagem tântrica pode ser considerada uma pequena receita! Afinal, não é segredo: um bom artista precisa trabalhar na técnica antes de ter acesso as artes sutis.

Então, por mais que possa soar estranho, não existe exclusão dentro do Tantra. Existem aspectos da energia sexual que nos fazem deparar com a forma como fazemos tal ato.

É por isso que as massagens tântricas fazem tanto sucesso: a arte de dar e ter prazer sem ter um lugar a se chegar leva quem pratica a um estado super meditativo. A receita trata do fluir das formas de lidar com o sexo, só que sem pretensões, sem “lugares” a se chegar.

A receita do Tantra é mudar o vetor de energia do sexo

Isso muda o padrão energético do ato sexual: o vetor de energia não flui para fora. Ao contrário, se o sexo tem receita, a ideia é o vetor voltado para dentro. E isso faz toda a diferença. Ou seja, significa ir para o Tantra arte, e se libertar de si e dos próprios condicionamentos.

Além disso, e muito provável que um aspecto super importante: as técnicas de toque sutil. Assim, o próprio processo sensorial leva a uma forma de ato sexual que nos pede presença, sem psicogenias.

As formas de lidar com determinadas manobras de massagem vão mudando com o tempo. Agora, se a energia do sexo é a mais potente que existe, você consegue imaginar a receita para o “ponto”de maestria da energia sexual? Aqui não se trata de ser “mestre” do sexo, mas o quanto essa energia impacta em todas as áreas da sua vida.

O processo é simples: você aprende uma técnica corporal, pratica essa técnica, mas busca no fim das contas se guiar pela intuição. Assim como aprender a tocar um instrumento musical: você chega um nível sensorial em que se torna capaz de “afinar de ouvido”.

Sexo é um tabu na sociedade, não deveria ser no Tantra

O primeiro efeito do primeiro curso de vivência de massagem tântrica, foi sobre o quanto o sexo representa um tabu na nossa sociedade. Dessa forma, sempre parece que fica uma nuvem densa quando alguém fala sobre sexo. Mesmo quando alguém fala pelo whatsapp sobre suas próprias questões de sexo. Parece que quando envolve Tantra, a pessoa não entendeu muito bem o sentido de ser da sessão de terapia.

Todos os sentidos ficam aflorados quando estimulamos a energia sexual. Agora, quando se trata de olhar como tabu, a energia do sexo acaba em estanque. Mas a real que me parece é que surge de fato um verdadeiro terror quando a questão é o sexo e a energia sexual. Só que quando se trata de Tantra, não tem como fugir das aulas de sexo. As pessoas sabem muito pouco sobre sua natureza sexual. E a energia sexual é uma dádiva! Quem desenvolve sua própria energia sexual, de forma plena, sem culpa, passa a entrar num fluxo existencial tão mais simples.

O que é puro ou impuro só faz aumentar o Tabu do sexo

Por isso, na vivência de massagem tântrica, o enfoque está no sentir. Ou seja, sem lugar a se chegar! Isso dá à pessoa a liberdade de gozar a vida, sem peso com relação a se chegar em qualquer “resultado” durante qualquer ato sexual. Outro dia, recebi o feedback de que foi muito importante estar em um curso que não leva o sexo para o teor místico, é uma das formas no sentido de diminuir o tabu. É muito comum dentro do Tantra dar de frente com um teor espiritual professado pelas pessoas. Não teria nenhuma questão com isso, se as pessoas não separassem o físico do espírito. Ora, se o corpo fosse impuro, o espírito — símbolo de tudo o que é “puro” — não teria razão alguma para se ligar ao corpo.

Assim, aprender o Tantra (técnica, método) é algo que envolve aprender algo sobre si mesmo. Mas treinar o desapego na hora da prática envolve confiar nos processos internos, na sabedoria de cada célula do próprio corpo. Quando tratamos de ficar, no sentido de permanecer, no sexo, mesmo que não seja em um curso ou vivência, ele começa a deixar de ser um tabu. A própria energia se expande de forma natural, sem anseios.

Psicologia Junguiana e as técnicas do Tantra

A natureza do Tantra é similar à natureza da arte: joga luz no subconsciente

O campo da psicologia Junguiana chegou próximo do entendimento dos efeitos do Tantra. Além disso, perceber a própria mística do Tantra como algo banal, que envolve a conduta dos pensamentos, perceber o próprio papel, ou seja, ter uma visão natural sobre a mística. Alguns cientistas dizem que a diferença para o homem de um animal não tem nada a ver com auto consiência, pensamentos, polegares opositores. Uma das diferenças que vai no cerne da questão humana: a suspeita e a percepção de uma conexão com o todo.

Expansão da consciência

Por isso, os fetiches de antropólogos seriam outros, caso passassem pela experiência tântrica. O que acontece quando alguém que medita chega ao samadhi? Bom, a linha de pensamento da resposta seria: como é o processo de alguém que sai de um patamar de consciência tal e expande para duas vezes mais consciência? O filme Lucy faz um exercício de valor, mas ainda assim, com suas próprias facetas. A arte imita a vida!

Então, a ideia de “selvagens” está viva no imaginário das pessoas. E é normal essa ideia estar junto da ideia de “tribos” da natureza. Quando um acadêmico olhar para um texto hindu de Tantra, tendo a ótica mística ou não, ele pode no máximo criar uma imagem ideal do significado dos escritos. Ou seja, passar pela experiência da transformação importa muito para entender os escritos. Em qualquer ciência é assim! Na parte de ciência aplicada, existe um monte de coisa que não tinha passado se quer uma suspeita da ciência teórica. As duas se complementam, mas a ciência aplicada dá os insights.

A psicologia do Tantra e a linha Junguiana

Entre em umas aulas práticas de artes ou de atividades físicas, ou melhor: das duas! Sem mais esperas, porque a vida é pra ser vivida. Em terapia Tântrica, gosto de pausar o desenvolvimento corporal da pessoa para dar um tempo de ela viver sua própria integração. Ou seja, fazer umas semanas de terapia tântrica e então partir para a vida! Depois da terapia, a praticar o Tantra Yoga. O caminho, dizem, não é dessa vida. Se você está chegando no Tantra agora, e não se sente okay, pode ir praticar Yoga mesmo. Ou ir se desenvolver em outros campos. Estudar a própria língua é um jeito de entender de Tantra: como você se expressa diz muito para si mesmo.

O jogo de imagens, cores, cheiros, formas, sons, gostos. Mas se sabe que não adianta romantizar: as dificuldades na India são ainda maiores quando comparadas ao ocidente. As pessoas criam ilusões de que lá não existe mesquinharia e que conto da Aia fica no material. Ora, para o Tantra, desenvolver o material significa crescer seu espírito. “Adeus às ilusões”: é importante deixar o véu de maia ir embora.

Linha Junguiana de psicologia tântrica

Assim, não adianta forjar ferramentas de expansão da consciência. O Tantra que gera tanta polêmica é simples e natural. A polêmica surge, na realidade, porque estamos vivendo por demais em repressão: o estado da sexualidade foi posto de escanteio. Agora, a forma de lidar com a energia sexual, natural e desprendida, é só uma parte do processo que ocorre dentro do Tantra. O lindo processo de expandir a consciência envolve som, movimento e respiração. Por isso eu digo: quer fazer Tantra sem fazer Tantra?

Quando pensamos nos sonhos, na comunicação com o subconsciente, e interpretação Junguiana de sincronicidade, esse empirismo envolve métodos do Tantra. Mesmo sem termos uma “confissão” do Jung! Sincronicidade é algo que remete ao conceito de “Rede”, um dos significados da palavra Tantra e envolve intuições “inexplicáveis”. Mas a ciência vai explicar de forma mais objetiva essas tais sabedorias Tântricas. De qualquer forma, você não precisa esperar a ciência explicar para começar a praticar.

Um ponto de partida está no superar do dual. Quando vemos a quantidade de impactos que as morais duais geram na psicologia do indivíduo ficamos assustados! Um jogo de certo e errado interminável. A partir das práticas tântricas, superamos tais realidades duais, e a interpretação mítica dos fatos e da psique, dos arquétipos, ajuda no processo: sejam eles das artes, dos esportes, ou do seu processo de análise e auto análise.