Fogo da vida, é ferida, e arde sem ardor, da dor

Atualmente os físicos dizem que a energia é a base da vida, que tudo não passa de formas de eletricidade. Sábios anciões dizem que é o fogo. Qual é o desvio entre os dois termos? A palavra ‘fogo’ é mais bela do que ‘energia’. Fogo é um termo um tanto mais fero e dá uma sensação maior de vida. Quando você diz que a eletricidade é a base, isso soa como se o universo fosse como um robô, porque a eletricidade tornou-se associada a peças do dia a dia; e faz também, nesse caso, Deus parecer uma máquina. Mas olhe por uns instantes — a energia elétrica é fogo.

Quando você é vital, quando está vivo, você é flamejante, inflamado. Mas vitalidade é fogo — os hindus chamaram esse elemento básico de prana, a energia da vida. Outros deram o nome da base de tudo de élan vital, tal qual o prana. Quem quer que a busque, de uma forma ou de outra chega cada vez mais perto do fogo. No fundo, esse existir pode ser tido como fogo, que é a própria vida. Zaratustra, na sua religião não teve dúvida: fez do fogo o sumo Deus.

O fogo contém em seu fundo muitas coisas. Porque essa é uma forma de falar, é uma metáfora: saber do feito do fogo, do seu signo. Heráclito, tido como o pai da dialética, por sua vez, quer indicar alguma coisa profunda quando diz que o fogo é o substrato. Observe o fogo numa noite de inverno; sente-se perto dele também e apenas observe, simplesmente sinta o calor.

Fogo da vida na dicotomia da linguagem

O frio é morte, o calor é vida. Um corpo morto é frio, um corpo vivo é quente — e você tem de manter um certo calor o tempo todo. Existe no homem um mecanismo interno para manter o calor sempre dentro de um certo limite, porque somente entre esses determinados graus a vida é possível. A vida humana só existe entre 35 e 43 graus. Há outras vidas que existem em outras temperaturas, mas a vida humana tem um espectro de apenas 8 graus.

Por isso, o sol é a fonte, a energia solar é fogo. Observe: à noite tudo se torna triste. Até mesmo as árvores, os pássaros, tornam-se silenciosos, sem cantar, todas as canções se perdem. As flores se fecham e toda a terra espera o nascer do sol. E pela manhã, o sol ainda não surgiu e a terra começa a se preparar para recebê-lo. Os pássaros começam a cantar antes mesmo que o sol tenha surgido — isso é um sinal de boas vindas. As flores começam a se abrir de novo, tudo se torna vivo outra vez, o movimento começa.

Fogo primordial

É por isso que dizemos: “Meus calorosos cumprimentos”, e não “Meus frios cumprimentos”; amor quente e não amor frio — porque o frio simboliza a morte, o calor simboliza a vida.

Kundaliní – a serpente de fogo congelado

Nas muito antigas escrituras tibetanas, diz-se que um Mestre é como o fogo e o discípulo é como a água. Se o discípulo entra em contato profundo com o Mestre, a qualidade do discípulo muda e torna-se a qualidade do fogo, assim como a água evapora quando aquecida. A água sem o fogo move-se para baixo. Com o fogo imediatamente uma mudança acontece. Além dos cem graus, o fogo torna a água pronta para ascender; a dimensão muda, a transformação se passa.

O fogo move-se sempre para cima — mesmo que você vire a chama para baixo, ela sempre sobe, não pode descer. O fogo é um esforço para alcançar o ponto mais alto, o ponto ômega. Outra coisa: quando você observa uma chama, só pode vê-la por alguns segundos, por uma fração de segundos, e depois ela desaparece. Quanto mais alto você vai, mais desaparece; quanto mais você desce, mais sólido se torna.

Dessa forma, o fogo é um símbolo bastante significativo também de outras maneiras. Se você observar o fogo, verá um constante movimento ascendente. A água flui para baixo, o fogo flui para cima — é por isso que os hindus falam do ‘fogo da kundaliní’. Quando você se eleva, não está sendo como a água, mas como uma chama de fogo quente. Quando o seu ser interior muda, você sente uma chama subindo. Assim, até mesmo a água, quando em contato com o fogo, começa a evaporar para cima, e sublima.

Tempestades da morte e o tantra consciente

“Deus está morto”, anunciou Nietzsche, e olhando tudo à minha volta, percebi que eu também estava. Assim, a celebração é um dos maiores elementos do Tantra, e um dos maiores tabus da humanidade, a morte, é cheio de tempestades. Isso porque, ela é a única certeza da vida. Então, vamos combinar uma coisa? Se eu estiver entrando em presunções, você me avisa?

Já imagino você argumentando: Tantra é vida, é amor, é o oposto da morte. Várias vezes eu respondendo, de forma tranquila, talvez até com um ar de cinismo racional: se não houvesse a morte você sequer estaria com vida nesse instante. Ou seja, a vida depende da morte, assim, como a vida depende do sexo, outro fenomenal tabu da humanidade. Sabidamente não é muito confortável “tocar” nesses dois assuntos.

Em outros tempos e outras culturas talvez isso fosse diferente. Na cultura latina, a morte ocorre muitas vezes com pessoas chorando e se jogando no velório, “querendo morrer junto”. Nesse contexto, dizemos que [nós] os latinos, fazem tempestades com a morte. Em outro ponto de vista, em filmes, na cultura anglo-saxã, o rito da morte passa com limusines e roupas elegantes. Estamos na era da informação, qualquer coisa que eu escreva aqui você pode pesquisar e verificar. Pesquise por exemplo quantas células estão morrendo no seu corpo nesse instante. Pesquise também sobre a vida eterna assexuada e a finitude da vida sexuada.

Entrando e saindo do conforto

Talvez seja mais confortável lidar com a morte se você estiver se centrando na sua respiração. Note seu corpo nesse momento, impressão minha ou você entrou em um processo de tensão? Então faça algumas respirações profundas e sinta-se relaxar. De forma que os próximos cards talvez sejam um pouco mais densos, mas tenho certeza de que se você mantiver a respiração consciente durante o processo da sua vida, também terá uma morte consciente.

Essa jornada vai ser longa, tenha certeza. Vai durar uma vida toda, sem ironias. Nos próximos “capítulos” vou te dar detalhes insuportáveis porque tudo o que você pensa que sabe ou que já considerou sobre o tema está para receber alguns bons chacoalhões. Estas tempestades com a morte farão você ver como tudo funciona sob um prisma diferente daquele que está pré-determinado em sua mente.

Estresse: como o Tantra te ajuda a lidar com ele

O Tantra ajuda na liberação do estresse e de tensões

A vida é cheia de mudanças e elas muitas vezes podem se tornar assustadoras. Qualquer tipo de mudança pode gerar uma série de gatilhos de liberação de hormônios associados ao stress, como cortizona e adrenalina. O estresse está ligado à sensação de esforço.

A questão é que em sociedade não é apenas uma pessoa passando por essas situações estressantes. Na maior parte das cidades temos milhares – e às vezes milhões – de pessoas vivenciando isso. O problema é que todos estamos sujeitos a interrelações humanas tende a atingir (especialmente) as pessoas mais frágeis.

Meditações Tântricas são como dançar ou brincar em profundo estado de presença, estando em Attitude® Tântra

Felizmente, o Tantra ajuda as pessoas a se manterem em seu centro, mesmo quando sob estresse, independente das questões serem familiares ou profissionais. Quando alguém começa a praticar o Tantra, o caos ao redor passa a ter cada vez menos relevância. Isto porque o Tantra expande a consciência corporal através de técnicas de consciência. Isso significa que os processos de estresse são amenizados quando a pessoa tem uma compreensão tântrica da existência. Em outras palavras, o tempo que a pessoa leva para responder a impulsos de estresse diminui bastante.

Saindo do estereótipo do significado da palavra Tantra

O paradigma tântrico está em enxergar a existência fora da dualidade. O problema é que isso entra em choque com a moral construída pelas pessoas. Ou seja, para o Tantra, mudar a forma como a humanidade funciona significa mudar o comportamento individual. Em outras palavras, a moral se constrói sob o fundamento da existência bem e do mal, enquanto isso o Tantra diz: o bem não existe sem o mal e são codependentes.

Além disso, a abordagem tântrica possui uma estratégia desrepressora para o desenvolvimento individual. Essa sabedoria tem muitas consequencias. Uma delas está na forma como se aplicam as técnicas no dia a dia. Explicando melhor, isso significa que executar pequenas mudanças integradas ao dia a dia produz resultados melhores do que grandes mudanças com forte impacto no momento presente. Nesse sentido, o Poder do Hábito pode ser considerado uma obra tântrica. 🙂

Por um lado, a grande mudança em geral não se sustenta no longo prazo; enquanto isso, pequenas attitudes® aplicadas ao dia a dia ajudam a somar-se uma grande mudança. Na abordagem tântrica, “repressão” é tudo aquilo que gera um impulso resposta no futuro. Isso significa que para o Tantra a mudança ocorre através da consciência. Uma repressão, por exemplo, pode existir quando alguém se esforça demais para manter uma harmonia superficial. Ao desreprimir, a pessoa antes de se comunicar expande a consciência para o fato que provoca o desconforto.

Com essa consciência expandida, você pode considerar fazer um curso de Tantra! =] Que tal tomar uma Attitude®? Entre em contato!

Desenvolvimento do corpo e expansão da consciência

O amor-próprio é a base do Tantra e pede consciência sensorial

Para chegar ao amor, antes você precisará chegar à raiz do amor-próprio. Como? Um bom começo é se familiarizar com seu corpo. Assim sendo, lembre-se que o Tantra é prática, aquilo que você faz em relação à consciência. A partir da prática de desenvolvimento do corpo, você será capaz de atingir estados: estados orgásticos, estados de bem estar, estados de autorrealização, estados de completude, estados de profundo desapego, e de hiperconsciência.

Por isso, aumentar o amor pelo seu corpo requer também alguma espécie de prática. Uma maneira bacana de praticar o amor-próprio é partir para uma esfera intima de autoconhecimento. Contudo, lembre-se sempre de que parte do caminho envolve a relação com o mundo exterior. Então, filtre a mídia de beleza que você tem acesso, aprenda que aquilo é um produto com o intuito de te cativar.

O teu corpo não é fruto de tentativa de venda estética. Por isso é importante começar a ver o seu corpo como uma parte de si. Portanto lidar com sua relação com esse tipo de mídia estética vai reduzir a vergonha de seu corpo, na mesma proporção que seu amor próprio estiver gerando faíscas e começando a queimar. E lembre-se que isso é só o começo.

O desenvolvimento do corpo pede estado de presença

Ao longo dos anos, aprendemos a associar a esfera física do ser com características escatológicas, como excreção e suor. Assim, algumas técnicas do Tantra nos ensinam a quebrar esses condicionamentos: trazem uma perspectiva profunda de que o corpo humano é por si só um milagre da existência.

Primeiramente, tire um tempo para dar uma olhada na sua mão. Preste atenção às suas estruturas delicadas que permitem que você faça coisas simples, como segurar uma bola, para coisas mais complexas, como tocar um piano. Agora leve a análise para outras partes do seu corpo. Dessa forma, repita até cobrir todas as áreas, mesmo que em um primeiro momento não pareçam nada fascinantes. Inclua seus genitais no processo, e use um espelho!

Comece pelas mãos: tire um tempo para analisar seu corpo sem deixar nenhuma parte de fora

O amor-próprio tântrico te dá a oportunidade de redescobrir o movimento de amor que ocorre internamente ao que se mantem o teu corpo uno. Dança, esporte e sexo são todas atividades fundamentais para ele.

Se você aprender isso com o sutil de seu ser, o amor e apreciação pelo seu corpo, dançar e transar vão estar equiparados como algo natural e existencial, nem certo nem errado, não duais. Esta é uma grande oportunidade de desenvolver um novo hobby. Que tal fazer um curso de massagem tântrica e participar de encontros semanais de prática de massagem? Isso com certeza vai alavancar seu desenvolvimento do corpo.

Além disso, você pode ir dançar na chuva, cantar no banheiro, surfar, ou ir andar de bike na natureza. Mas lembre-se, que isso não tem um objetivo de mudar seu corpo [ou perder peso] – o amor-próprio tântrico é sobre desfrutar do que seu corpo é capaz de fazer.

Corpo emocional e a Relação Tântrica com Corpo Físico

Corpo emocional posto em contexto

Sentimentos positivos como o entusiasmo podem nos guiar para reconhecer boas oportunidades. Assim como um sentimento de alegria pode acompanhar realizações que devemos continuar buscando. Mas ao analisar nosso corpo emocional, notamos que poucas situações são puramente benéficas ou puramente ruins. Portanto, é natural viver a vida com emoções contraditórias.

Por exemplo, se você se associar a uma pessoa eticamente suspeita, a ansiedade pode vir à tona, e isso não te faria encontrar uma saída. A questão é que esses estados emocionais nos ajudam a perceber e evitar situações prejudiciais. No entanto não nos ajudam em respostas sobre a atitude ou ação adequada para cada situação. No curso de Tantra Original é possível entender melhor nossos gatilhos internos através das incríveis Attitudes ! Tantricas ® Entre em contato!

Algumas emoções nos ajudam a sobreviver e transmitir nossos genes. Quando sentimos dor física ou emocional, podemos ir a um médico para aliviar essas sensações ou parar de senti-las completamente. Mas e se houver boas razões para sentir dor ou ciúme?

Eventualmente, um médico com uma compreensão de seleção natural vai entender que emoções negativas de um paciente podem ser adequadas para uma situação, e não necessariamente algo para evitar. Além disso, se alguém está experimentando um desequilíbrio, o médico não vai na raiz da questão, ou a situação real que é geradora das emoções mais densas. Não é à toa que mais pessoas tem buscado terapeutas verbais.

Ciúmes, biologia e o Tantra com impacto no Corpo Emocional

Poucas pessoas querem ficar sentindo ciúmes, mas ninguém diz que não é uma emoção poderosa. Na verdade, no Brasil, 42% das mulheres vítimas de agressão ocorreram dentro do ambiente doméstico. (fonte G1)

A situação é lamentável, e no entanto não dá para ignorar que isso pode ser resultado de um ambiente que selecionou homens ciumentos. Podemos considerar dois casais diferentes, no passado. Em um deles, o homem era desconstruído e não se importava se sua esposa tiver sexo casual, enquanto no outro casal o homem queimava de raiva com o menor indício de infidelidade.

O casal sem ciúmes com certeza tinha um relacionamento mais pleno e feliz. No entanto havia também uma maior tendencia de a mulher no relacionamento engravidar de outro homem. O homem ciumento poderia ter sido insuportavelmente possessivo, mas seu comportamento tendia a aumentar a probabilidade de que seus genes fossem transmitidos.

Mudanças Sociais

Isso está mudando – na sociedade ocidental – porque cada vez mais mulheres tem dado menos chances a homens ciumentos de permanecer em relacionamentos. Essa mudança no entanto, não impacta o que ocorreu no passado e não dá para ignorar o impacto futuro da sociedade islâmica atual, com poligamia e uma alta repressão sexual às mulheres.

Para além do ciúme

Além do ciúme, há outras emoções indesejadas que poderiam ter tido benefícios menos óbvios, porque nos ajudavam a evitar perdas e perigos potenciais. Em particular, a ansiedade pode ser um sinal de alerta que acompanha ameaças percebidas ao nosso bem-estar, enquanto a tristeza é como nosso corpo emocional reagia a perdas que deviam ser evitadas.