Condenar ou não condenar: o Tantra que não julga

A partir da práticas do Tantra, o praticante nota: não há nada em que se apoiar, não há que se fazer esforço, porque assim, o processo de se quebrar o jugo acontece: sonhar e ser livre. O Tantra diz: olhe para um objeto como se olhasse através dele, e o processo ocorre: o observador começa a ver a própria mente funcionar: ocorre o ato de observar a própria mente. Ou seja, o ato de condenar é uma forma de pensar que abarca sempre a exclusão, como se houvesse algo em que se apoiar.

Para o uso hindu, os Shastras (escrituras) dizem que o remédio para Kali Yuga é o Tantra. Através do Tantra, as pessoas poderão se apoiar em suas próprias naturezas e a partir daí sair do apoio que o jugo dá. Nessa era da pós verdade, as palavras cortantes do ato de cancelar fazem parte do dia a dia das pessoas. Os valores se apoiam em atacar pessoas que supostamente cometeram o “erro”, e a partir daí, em nome do bem, o direito é velado, revelado e relevado.

O acento para passar do fim ao princípio fica no giro da roda. E é a partir da natureza da mente, do seu zigue zague, que as doenças emergem. A falta de constância e equilíbrio da mente tem relação com a natureza do corpo. É por isso, meu amigo, minha amiga, que os processos do corpo são importantes para os processos da mente. O equilíbrio do corpo reverbera no equilíbrio da mente.

Condenar: o sim ou não

E se alguém passa a observar a própria mente, os atos do jugo também passam a não fazer sentido algum: os processos desse mundo pertencem à transição. Como no Sutra de Shiva: essa é a roda da mudança. E se a natureza da mente pode ser observada, condenações cessam. A ideia do processo Tântrico é passar para o estado de Samadhi através de Kundaliní, para então, a pessoa será capaz de abandonar o próprio Tantra.

Sem bom nem mau, sem certo e errado. O caminho do Tantra é inclusivo, como na frase: tudo é lícito, mas nem tudo me convém. É essa sensibilidade de notar o que há de se convir: é o tempo quem dita o que pode ser ok para si naquele instante. A liberdade só surge com o desapego, porque hora ou outra, isso ou aquilo, há de ser próprio. Ou não.

Baixa energia? Aumente o vigor do dia a dia com o Tantra

No Tantra, existem muitas formas para lidar com a energia interna. Mas e quando a energia está baixa? Ou seja, você sente muita fadiga e desequilíbrio energético? Com o Tantra, que significa “método” ou “técnica” de expandir a consciência para além, você pode iniciar sua trilha para lidar com seu vigor interno com algumas técnicas de relax, de alimentação e do sexo.

Seu corpo tem necessidades de base, e se você está com questões de baixo vigor, já é hora de você olhar para ele com carinho. Sem entrar em moral ou dual, veja que tanto o sono, como a forma que se nutre e também a forma como se lida com a energia sexual mexem com o seu vigor para o dia a dia.

Tantra do Stress

Pode se deitar e fechar os olhos, e buscar abstrair seus sentidos, chegando próximo do estado de sono. Se dormir, tudo bem, só quer dizer que está com muita fadiga no corpo. Quantas pessoas passam uma noite inteira de sono sem de fato descansar?

Ninguém manda o coração bater, não é? O corpo tem uma serie de processos inerentes e automáticos, ou seja, vários processos ocorrem por si dentro do corpo. Assim como ocorre o grande ciclo da vida, um dia contém esse ciclo: o nascimento como o acordar e a morte como o dormir. É normal que quem tem medo de morrer tenha também o hábito de protelar o sono

Aceitar a vida em sua totalidade faz parte do processo de consciência do Tantra. Nesse sentido, hoje se sabe com a ciência que temos alguns fatores que definem como nosso corpo age e reage sem que seja preciso enviar sinais lúcidos para mandar ele (o corpo) fazer as coisas.

As vezes não sabemos lidar de forma objetiva com o stress do dia a dia, conta muito a nutrição, frequencia sexual e pratica de meditação (Foto de Nathan Cowley)

De qualquer forma, perceba que chegar próximo do limiar de sono não é o mesmo que dormir. É como treinar o mudar de consciência para um nível mais sutil. Pode deixar audios de natureza ligados (exemplo de audio de relax no YouTube), porque o ouvir é o mais sutil dos sentidos, e dessa forma, será possível o utilizar como um fio de consciência para o aqui e agora.

Lembre-se, para o Tantra, você é auto responsável pelo seu stress, busque sua própria plenitude com momentos de relax ao longo do dia.

O Tantra da Nutrição para baixa energia

Por incrível que pareça, trabalhar com práticas de jejum ajuda a aumentar a energia. Um dos 112 Sutras diz com relação a estar consciente no momento da fome. Tenha sempre muito carinho com seu corpo nas questões de alimentação, comece a ter consciência com relação a uma alimentação livre de dor e agressão.

Perceba também os excessos do dia a dia. A partir da consciência alimentar, muito do que você as vezes sente que não pode lidar acaba sendo impactado. Existem inúmeros estudos da medicina demonstrando o quanto o jejum intermitente favorece a dinâmica interna do seu corpo e sua mente.

Dentro do Tantra, a recomendação é tratar seu corpo com atenção e auto estudo, de forma que você se torne consciente dos processos de digestão e a sua relação com os alimentos. Quais alimentos favorecem seu vigor interno? Quais desfavorecem? Na ciência do Ayurveda, que é a medicina tradicional indiana, o conceito de saúde não é o mesmo que da medicina ocidental. Apesar de já termos avanços na ciência ocidental, essa ciência tem o foco na doença e em livrar o corpo delas.

Ora, mas saúde não é de fato a ausência de doença, ela em real, envolve outros aspectos como qualidade de vida e bem estar. Assim, a medicina tradicional indiana se dedica historicamente a entender por exemplo hábitos alimentares e sua relação com os biotipos (claro que digo isso de forma bem breve).

O Tantra do Sexo

A energia sexual é o mesmo que a energia de vida, então se você sente pesos, dores e morais com relação a sua libido, pode que esteja boicotando uma parte importante do vigor interno. O Sutra 48º de Shiva (dos 112 sutras) diz: ao entrar em um ato sexual, permaneça no fogo do princípio.

A instrução é simples, mas decorre muita polêmica daí, envolvendo celibato. O ensinamento Tântrico não envolve não entrar em atos sexuais. A questão é que os religiosos têm “medo”, porque essa é a energia mais forte que existe. Ela mexe com nossos instintos, com nossa vontade de viver, e também está ligada com o ato de nutrir-se.

Diferente da parte de nutrir-se, não deixei o subtítulo com o específico “para baixa energia”, isso porque, se você for, em sua vida íntima, para o ato sexual, de forma natural você estará lidando com o aprendizado interno da energia sexual. Faça valer a pena, e busque ter relações mais longas, e satisfatórias. Como se sabe que o ato sexual foi algo legal? Quando se sai com sensação de ter-se nutrido durante a relação.

Para quem busca o “Brahma acharya”, esteja ciente que ele vai ocorrer naturalmente: ele não é causa do samadhi, mas consequência do samadhi, lembre-se disso sempre que sentir que deve reprimir sua própria energia sexual.

Qual a diferença entre controlar e reprimir a energia sexual?

O processo tântrico se passa assim: você leva a energia sexual pelo canal de energia de susumna nadí (central, canal que passa por dentro da coluna), ele se eleva e vai ativando os chakras. O patriarcado tem uma forma de lidar com o sexo que acaba sendo um tanto anti natural: reprimir a energia. Cada qual vai ter um ponto de vista, mas o ponto é que existe uma diferença sutil entre controlar e reprimir a energia de vida, de base sexual.

Quando o Tantra percebe a energia sexual, nota-se o vigor e energia de tornar real e material que vem com ela. A ideia é não castrar, o que apresenta uma diferença para com aprender com as experiências sexuais. No caso o qual alguém reprime o desejo, é o mesmo que jogar esse desejo para de baixo do tapete sem lidar com ele. O jeito Tântrico é olhar para o desejo, vivenciar, realizar e criar consciência a partir dele.

Quando lemos os 112 Sutras de Shiva (veja alguns comentários sobre o segundo Sutra de Shiva: respiração, foco na troca), notamos que eles tratam da natureza das coisas. Assim, a energia sexual tem uma essência natural: como na teoria de Descartes: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Assim, imagine uma fonte de água.

A Energia sexual é como uma nascente: pode fluir uma quantia maior ou menor. Não é o mesmo que uma represa. O problema é que no corpo, aquilo que não se usa, acaba por atrofiar. Reprimir está mais ligado a simplesmente jogar para de baixo do pano, ‘deixar pra lá’ e não lidar lidar com ela. Como naquele ditado: ‘criança que brinca com fogo…’. No reprimir, cria-se um medo de lidar com o fogo, assim, a criança não aprende sobre ele.

Afinal, qual é a sutil diferença?

A forma tântrica, por outro lado, olha para o fogo e entende que com a prática, a pessoa pode aprender a direcionar a energia para ter uma vida plena e com ações concretas. Aí entra uma questão das palavras, que a partir do olhar tântrico a palavra “controle” também não é a que funciona mais desse ponto de vista.

Assim, pode que, “controle” queira dizer “conter” que também tem o mesmo sentido de “reprimir”. Mas controle também pode querer dizer “dirigir” ou “direcionar”. Dentro da forma do patriarcado, quando contemos a energia sexual, olhamos para ela com medo, com carga de culpa, e nos sentimos mal consigo mesmos quando temos experiências sexuais. Do ponto de vista do Tantra, o ideal seria entrar na experiência sexual, de uma forma consciente e sóbria. Como a criança que brinca com fogo, vez por outra, quem pratica o Tantra pode se “queimar um pouco” com a energia sexual. De qualquer forma, isso faz parte da vida, e o Tantra dos Sutras Originais entende que vale a pena.

Dentro do mundo do Yoga, no qual existe a cultura de recusa do sexo. Isso vem por conta da base nos Sutras de Patañjali: o 4º sutra trata de não “perder”a energia sexual. Para um Tantrika, o 1º passo do praticante é desmistificar essa energia e viver o que ela tem para oferecer em termos de sensos inter e externos. Isso, em certo sentido, não existe diferença entre o que está dentro ou fora. Uma das formas de desenvolvimento sensorial, por exemplo, é a Terapia Tântrica.

De forma geral, as escolas de Tantra diferem na forma de lidar com os conceitos. Mas uma das ideias que defende a Trilha Dakshina (mão direita, caminho do soldado ou trilha que os deuses favorecem), é algo que envolve o 48º Sutra de Shiva: ao entrar em um ato sexual, fique no fogo do princípio e evite os respingos do final.

A desnaturação: a água e a represa

Assim, o Sutra não fala para não fazer sexo, diferente da interpretação que muitos patriarcas tem para com os Sutras do Yoga de Patañjali: o celibato total. Quando você olha para a água, ela não se esforça para subir a montanha, ela simplesmente contorna. O natural da energia sexual são os orgasmos úmidos (com ejaculação para os homens). Aqui entra uma polêmica do mundo do Tantra: ejacular ou não ejacular, eis a questão. O grande problema é que muitos homens lidam com essa energia de forma efêmera.

No processo citado de “celibato total” ou seja, sem sexo, a pessoa tem uma sensação inicial de que parar de fazer sexo gera um efeito. No entanto, para quem tem desejos sexuais, esse é um ato de repressão auto imposta. O fogo passa a queimar cada vez com menos intensidade, e a fonte sexual perde o dinamismo.

Praticar sexo mantém o fogo constante, o que ajuda no processo de meditação e estado de presença

(Foto de Marek Piwnicki)

A ideia é viver a sexualidade de forma intensa, e não cortar o desejo e o tesão na raiz. Ou seja, para qual ocorre o processo tântrico, busque ter práticas sexuais mais longas, sem a diferença entre o início e final (caso o final ocorra), com o foco no momento, no viajar, evitando (mas não se culpando caso ocorra) os respingos do final. Com a prática sexual, o fogo interno fica mais intenso, e a água (representada pelo 2º Chakra – sacro ou sexual) esquenta e nuances diferentes do sexo e sexualidade começam a se apresentar. Leia um pouco mais sobre isso em Sexo e Consciência.

Dilemas de Bioética na Terapia Tântrica

O que é bioética?

Antes de olhar para os dilemas de bioética, é útil saber que este é um campo que (re) une temas de biologia e medicina mas também do direito, das ciências exatas, da filosofia e do meio ambiente. Ele é conhecido principalmente pelos avanços da técnicos no mundo, mas envolve a forma como se lida com a conduta pessoal (por exemplo, dentro de um serviço com o tantra.

Exemplos de casos que envolvem bioética são as polêmicas em torno do aborto, do transplante de órgãos, do uso de animais e humanos em experimentos, do uso de células-tronco, da eutanásia, do suicídio, da fertilização in vitro, entre outras.

O Tantra e a Bioética

O grande desafio que envolve o Tantra e o atual status social, se dá no ponto central das técnicas: são não duais. Assim, o problema é que as interações humanas passam em bases duais. Isso porque, o certo e errado estão muito presentes no nosso dia a dia.

Ao olharmos para os 112 Sutras que dão origem ao Tantra — os Sutras de Shiva — é fácil notar que eles são não duais. Isso porque jamais delimitam limiar de certo e errado, ou bem versus mal. Eles tratam de abordar aspectos comportamentais, técnicas físicas.

A questão que surge é que quando pessoas imersas no mundo dual entram em contato com o Tantra, vez por outra que se vive no meio, entra no dual. Não é incomum ver alguém dizendo “o Tantra é muito bom”. Uma forma de dizer isso sem entrar no “dual” pode ser “O Tantra funcionou pra mim”

Os dilemas da bioética no Tantra dos dias de hoje

Uma das maiores questões também está na questão de que o que a maior parte das pessoas entende por ética, em real se trata de moral. A ética por si só não é dual, uma vez que ela está mais relacionada ao ser íntegro (uno), do que o dividido (dual, bem versus mal). Só que hoje em dia, quando alguém pensa em uma pessoa ética, ela pensa em pessoa que “faz o bem”.

Foto de Polina Tankilevitch

E não adianta tentar explicar por A mais B que o Tantra é não dual, porque se alguém tende ao real dual, sair da luta “bem” versus “mal” é um longo trilhar. Entender o Tantra não é só entender o que se diz da dualidade: está em passar pela experiência que te transforma. Além disso, entender que a prórpia vida é um Tantra.

Então, quem é adepto de substâncias que alteram a psique, seja enteo, seja alucino, isso também não transforma verdadeiramente. Perceber o gap de consciência ajuda a expandir a consciência, e por isso, alguns grupos de Tantra utilizam ervas.

Dilemas da bioética no dia a dia terapêutico

Nesse sentido, as questões que surgem são tênues. Em uma clínica de Tantra recebemos casos de pessoas que tem questões com a sexualidade. Uma das questões principais se trata de pessoas que já sofreram abusos.

Essa questão é sutil em alguns casos porque em um local que atua com Tantra existe uma busca pelo sentir. Só que quando se trata de um contexto dual, a lógica é que a pessoa que foi abusada também busca se tornar abusadora. E em muitos casos se torna um ciclo de toma lá dá cá.

O centro de baliza dentro do estudo da bio ética se dá em 4 eixos: 1) o bem do paciente, e 2) passar pela exp sem sofrer danos; 3) ser capaz de tomar suas próprias decisões, o que envolve o falar e o ouvir; 4) impacto que a transformação individual gera na relação com as pessoas com as quais vive e convive.

O campo estético

Outra questão de bioética a qual o Tantra impacta, está na relação que as pessoas possuem com seu próprio corpo também: o sentir-se belo, a própria estética do corpo. São tantas as pessoas que buscam o tal do corpo perfeito, e passam por várias cirurgias efetuando agressões ao tempo do próprio ser.

Um viés do Tantra está no que está ou não de acordo com a vida da pessoa. É por isso que dizer “sensorial” não é o mesmo que utilizar substâncias de recreio. O sensorial do Tantra envolve também o ponto focal de ser e estar bem em si. O processo não ocorre somente com conversas, mas com técnicas físicas. E a busca por liberar os humores internos

Terapêutica da Aceitação e a Técnica da Massagem Tântrica

Um dos 1ºs pontos da técnica de massagem tântrica: ela é capaz de mudar a forma como os pessoas respondem às emoções e aprendem a identificar reações emocionais básicas. Assim, esse princípio trabalha traumas e medos.

As pessoas, quando atuam em papeis sociais, podem reagir rápida e automaticamente – como com medo ou rubor. Estas são respostas inconscientes — (como quando sua mão toca uma algo muito quente, ou como se chuta automaticamente com algo que bate no joelho). Ou podem ter uma reação consciente, como respostas lógicas e educadas.

Foto de Anete Lusina

Do ponto de vista social, a praxe do tantra mexe de uma forma clara quando se trata da inter relação entre as pessoas. Teses de neuro ciência expõem que as faixas fisiológicas e “couraças” do corpo levam nossas escolhas no sub consciente, ou seja, aquilo que acreditamos que escolhemos, de fato são respostas sem escolha. Ou seja, não existe livre arbítrio, mas os estudos também mostram que o ato de crer que existe livre arbítrio levam a escolhas “morais” mais comuns.

Técnica de Massagem Tântrica

Quando a pele detecta o toque, ela envia um sinal bio elétrico através das redes neurais. O circuito do sistema neural central recebe os estímulos. Lá chega a mensagem, e a seguir, outras partes do corpo recebem novos sinais, reflexos ou não. Ao mesmo tempo ocorrem sinais paralelos, que tem relação com o sub consciente.

Assim, os impactos ocorrem fora do local onde o toque no corpo. Ou seja, pela extensão da pele e muitas vezes através dos músculos. Essa rede de reações geram impactos internos. Imagine a forma como seus olhos captam os sinais de luz. Tudo o que os olhos enxergam são interpretados pelo sistema central. Mas os olhos são um sentido focado. Enquanto os ouvidos e o tato são indryias com menos foco, mais receptivos.

Como funciona uma sessão?

Nas fases iniciais da sessão, orienta-se o simples testemunhar da experiência. Sem expectativas, sem ansiedades, somente simplesmente da mão. Antes de “aprender” como reagir, o corpo precisa (re) conhecer e (re) significar certos processos sensoriais.

A técnica da massagem tântrica gera uma mudança clara de reações no corpo por conta do toque bio elétrico. Em um primeiro momento, o corpo fica solto, mas com o passar do tempo, que a bio energia passa e ativa os receptores, o sistema sensível do corpo muda com o tempo, novas sensações ocorrem. Isso quer dizer que o corpo reage e expande a consciência.

O corpo é uma caixa de surpresas, e o toque tântrico faz emergir reações e emoções que a pessoa muitas vezes esconde de si mesma. Nossas escolhas mudam de medida e o livre juízo também muda.