Como lidar com a mudança através dos 112 Sutras

Nem sempre é fácil lidar com o mundo impermanente. As mudanças acontecem de um jeito que muitas vezes nos pega de surpresa.

Sejam mudanças auto iniciadas ou impostas externamente, grandes mudanças impõe um ritmo diverso e tendem a gerar emoções e comportamentos indigestos. Dentro do espírito do Vijñana Bhairava, você pode aprender a ajustar seu esforço de acordo com a maré, e parar de nadar contra o fluxo natural.

Do ponto de vista prático #comolidar

Quando estiver lidando com mudanças na sua vida, o convite é contemplar para não entrar em uma reatividade. Elas podem te levar a uma ação ou não, mas o mais importante é que essa ação seja feita de forma consciente. O olhar imaturo também vai se transformando através da experiência.

Por exemplo, uma situação de luto, que por si só tem seu próprio ciclo de mudança. Ou seja, algo que ocorre por conta de uma forte perda, a qual, muitas vezes, está fora do controle da pessoa. A atitude interna mais fluida dentro da ótica do Tantra, seria exercitar o não controle. No entanto, esse exercício nem sempre está ao nosso alcance em um primeiro momento. A mente tem a necessidade do controle.

Esse processo demanda desenvolvimento, e você pode fazer o Aprofundamento Filosófico On-line para começar a se desenvolver nesse sentido.

Das possibilidades de grandes mudanças, existem aquelas que vem de fora e te forçam em determinadas situações. Mas também existem aquelas que vem de dentro. Estas últimas demandam um certo quantum de energia, porque precisam muitas vezes de um grande passo em direção ao desconhecido.

Para isso, é importante ter um atitude prática e resoluta perante a vida. Perceba seus padrões de pensamento, e busque sair da luta. Muitas vezes a maré é mais forte que você é o que você consegue nadando (ou lutando) contra ela é cansaço. Para isso, uma atitude interna de desprendimento pode ser bastante útil.

Transformando(-se) sem perder a essência

O que você faria se descobrisse que tem câncer? Muitas pessoas só param para pensar no que vale a pena na vida quando se deparam com um fato desse tipo. Em geral, as pessoas reagem com um estado de choque.

A busca por culpados também é muito comum. A questão é que encontrar ou nomear culpados não cabe às mais diversas situações, seja de luto ou de doenças graves. Essas situações são difíceis e exigem um estado de presença, porque de outra forma, a pessoa corre o risco de se perder em seus próprios pensamentos.

O que gera mudança, são as ações. Mas dependendo do estado de espírito, a pessoa pode se ver presa em um estado de inação que se perpetua.

Os pensamentos em geral seguem um padrão: na psicologia ficou conhecido como o ciclo do luto: depois do choque inicial, o padrão de pensamentos vai para a negação. Em seguida a pessoa vivência raiva, seguida pelo medo. Enquanto a raiva gera ações inconsistentes, o medo leva à inação. Assim, a pessoa entra no estágio da depressão.

Como lidar com as mudanças relacionadas ao ciclo do luto

O tempo da depressão pode durar um pouco mais, mas em geral, depois dela, o padrão de pensamentos começa a ficar melhor. Isso ocorre através de certos entendimentos internos. Estes por sua vez mudam a atitude interna da pessoa.

Não é suficiente ficar repetindo frases positivas para a própria mente de forma repetida para tentar mudar o padrão de pensamentos. Mas mudar padrões do corpo tem se mostrado uma forma eficaz e orgânica de lidar com a forma como pensamos.

Em geral, as técnicas corporais nos deixam mais bem preparados para lidar com mudanças. Isso porque, estarmos em conexão com o corpo vai deixar a mente ancorada no aqui e agora. Estar no momento presente é fator fundamental para lidar com questões difíceis que estão fora do alcance e da segurança.

Lidar com as mudanças faz parte da existência. Ao se conectar com o próprio corpo, como aspecto sagrado da existência, estamos nos conectando com um sistema em constante mudança. E mesmo quando ocorre uma mudança positiva, a pessoa ainda estará perdendo algo. Por exemplo, uma promoção no emprego vai fazer a pessoa perder uma situação confortável de dominar os desafios do dia a dia.

Sobre esse processo de navegar sobre os estados de espírito, existem muitas possibilidades de lidar. Exercitar um auto estudo de quais formas de lidar com as questões são mais adequadas para a sua personalidade.

Lidando com perdas e luto

Perdas doem. Ponto. O problema é que em muitos casos, as pessoas lutam para continuar em um estado de ignorância quanto às perdas enfrentadas. De certa forma, fogem, utilizando álcool (socialmente aceito) ou alguns tipos de anestésicos aceitáveis.

Quando navegamos por esses subterfúgios que são de fuga, não abrimos espaço para o crescimento pessoal. É nisso que o processo tântrico vai trabalhar: sensibilidade. A natureza já deu todas as ferramentas que necessitamos para lidar com os estado da existência. Quando paramos para sentir, o desenvolvimento pessoal ocorre.

Cuidado com os conceitos de culpa e de pecado

Os que mais se beneficiam desses conceitos são os religiosos que lucram comercializando indulgências. Então, um dos processos mais importantes é a busca pelo se libertar desses sentimentos de culpa. Pratique o perdão, e bola pra frente com resoluções práticas.

A culpa e o pecado se relacionam intimamente com a existência da vítima. A liberdade interna é um processo. Em algum momento desse processo você vai precisar se libertar desse conceito.

O “politicamente correto” dentro do conceito tântrico serve a uma função: conhecer as regras de forma a evitar dores de cabeça sociais para a sua vida. Quando você culpabiliza terceiros, na realidade, você está criando instabilidades de consciência para a sua vida.

Por isso, uma das recomendações para se permanecer no aqui e agora, em estado de fluidez, é transcender a culpabilização, e deixar essa tarefa para aqueles que propuseram a serem julgadores profissionais, uma classe de indivíduos que vive em fortes instabilidades pessoais, por conta da própria natureza da profissão.

De qualquer forma, para o desenvolvimento pessoal não vai adiantar você querer viver a vida da Poliana. Não adianta ignorar ou reprimir raiva, medo, choque, depressão. A recomendação para que a vida siga seu curso com plenitude é acolher o processo em toda a sua sensorialidade emocional.

A dica tântrica é lidar com emoções difíceis com uma atitude construtiva: essas emoções são sua defesa, e estão te dizendo algo. O mais importante é o que o seu corpo está comunicando para a sua consciência. A partir desde ponto, qualquer que seja ele, você pode progredir. Sem ilusões ou repressões, mas com um profundo sentimento de empatia para o que você está percebendo no determinado momento. Essa empatia não precisa ser somente com relação ‘ao outro’, mas pode ser uma também com relação a si mesmo.

Este post foi inspirado no livro “The Power to Change” do Campbell Macphersom, que você pode encontrar na parte de Desenvolvimento Pessoal da Amazon

Cultura Ocidental e a Terapia Tântrica

Em terapia tântrica, de forma geral quem passou pela transformação do Tantra sabe que os #opostos são apenas jogos da mente. Mesmo que não seja bem parte da nossa cultura, ele existe na origem da existência humana. A nossa #literatura e música tem diversos elementos do Tantra. Assim, às vezes é mais fácil se desenvolver dentro do Tantra sem grandes pré tensões; a cultura ocidental não gera muito muito impulso para os hábitos como o de ler livros um pouco mais complexos, ou o de desenvolver seu jeito com as #artes.

São muitas opressões a que as pessoas estão acostumadas e o ocidente cresceu em sua tradição material. Assim, em algum ponto, a matéria encontra o espírito, inclusive, a matéria pode ser a manifestação da magia do #espírito (por que não?). A questão do velho debate da luta do bem contra o mal, algo que torna tudo mais difícil: a mente se torna um #labirinto de dualidades e é fácil se perder.

Ou seja, entrar no jogo da “verdade” pode se transformar em um labirinto sem saída. Além disso, não adianta tentar escapar para o alto da #montanha: as máscaras estão caindo, pouco a pouco, de todos aqueles que se cultuam como iluminados ou iluminadores. Diverso da vida do Oriente, cujo contexto espiritual ainda lampeja no incônscio das pessoas, o #Tantra ressurge no Ocidente de forma diferente. Quando vejo tutores da cabala do Oriente falar sobre a realidade ocidental, parece que estou diante de diversas caricaturas.

Liberdade, auto libertação e a cultura ocidental

Mas a realidade é que existem técnicas para o #autoconhecimento, é disso que trata o Tantra. Dito isso, existe um certo renegar (dentro da cultura ocidental) dos instintos mais primais que a vida humana oferece, e o selvagem acaba pode se tornar uma #força caso a pessoa queira, mas não dá para alcançar. O selvagem não existe há mais do que a memória cênica pode se fazer notar. Além disso, não existe #tática da selvageria, e se existisse, essa seria só mais uma outra forma de se perder de si mesmo.

Assim, nesse processo de passagem para a auto libertação e liberdade haverão 7 bilhões de #técnicas do aqui e agora, porque existem 7 bilhões de seres humanos. As crenças pouco importam diante da forma simples que as técnicas são ou se mostram. De qualquer forma, o ativar da Kundaliní (energia de base, de vida) pode ocorrer a todos. Assim, o impulso #primal é a abstração de conceitos moralistas, com carga de culpa e de pecado. E então, a partir daí, o céu é o limite.

O que é o Stress da Decisão?

Pensar em desde as menores decisões, como quais meias vestir, etc até grandes decisões como escolher a melhor forma de contar uma má notícia para um amigo também envolve o Tantra. Nenhuma dessas decisões é por si só estressante. Mas no acumulado elas vão te deixando cada vez mais exausto enquanto o dia passa. Este é o estresse da decisão.

A melhor forma de evitá-lo é minimizando o número de decisões que você tem que fazer todos os dias. A forma mais fácil é deixar o maior número de tarefas possível no automático. Especialmente aquelas que não são relevantes para seu objetivo final.

Por exemplo, você pode colocar no automático as escolhas de quais roupas usar durante o dia. Essa é uma dica que vem do Steve Jobs… Mas a decisão de quais roupas colocar pode ser aplicada também a outras coisas. Como quais pratos você vai comer durante o dia. Você pode escolher um menu com seis refeições nutritivas e ir alternando entre essas refeições. Super simples.

Automatizando tarefas simples você vai ter mais tempo. Além de mais energia e força de vontade. Poderá se dedicar a suas maiores metas na vida. Assim, você pode priorizar e reservar seus recursos mais preciosos para tarefas mais importantes.

Stress e Prioridades dentro do contexto do Tantra

Uma das chaves para entender o que se passa no dia a dia dentro de um contexto do Tantra para lidar com as questões se trata de um dos conceitos da ciência moderna. O stress da decisão como dificuldade no elencar das prioridades. Para entender melhor, este fenômeno é o resultado de um fato bem simples. Porque tomar decisões dá trabalho. Primeiro, é necessário ponderar as opções e analisar as prioridades. O que resulta em muito trabalho e energia gasta pela mente.

O Tantra ensina que você precisa aprender a reservar e liberar tempo, mas de forma estratégica. Assim como o dinheiro na sua conta bancária, tanto seu tempo como sua energia são preciosos, e eles tem um limite. Isso porque você não tem uma quantidade infinita deles em um dia. Então, há a necessidade de se comprometer com a escolha de se estar no momento presente, do aqui e agora.

O que fazer do ponto de vista do Tantra com relação ao stress e as prioridades?

As vezes isso pode soar meio “etéreo”, ou, que leva muita força de vontade. Mas você pode pensar na força de vontade como um músculo. Toda vez que você se exercita, ganha um pouco de massa. Ao fim de cada dia, você provavelmente tomou dezenas, se não centenas de decisões.

Uma ferramenta bem legal para se aprender a lidar com isso está no Bullet Journal: você pode fazer utilizando o app de “lembretes” do proprio celular, criando listas. Ou na forma em papel, como ensina o vídeo mesmo.

O Tantra ensina você buscar a “não escolha”, porque se for uma pessoa focada demais em coisas para o longo prazo, pode ser que se perca no momento presente. Muito da ansiedade que as pessoas enfrentam se trata de ansiedade por não se estar no aqui e agora, o que vem de encontro à questão de elencar prioridades para seu próprio dia e evitar o stress da decisão.

E o que o Tantra tem a ver com gerenciamento de tempo?

Isso um pouco contra intuitivo, mas o Tantra e o Samkhya são complementares (ler Yoga, Tantra e Samkhya do Sergio Santos). O Samkhya é uma filosofia teórico especulativa que acompanha o Yoga. Significa número. Para o Samkhya, a mente tem uma função natural: decidir o que fazer com o tempo que nos é dado, ou seja, cuidar da rotina.

Na realidade, isso impacta de forma fundamental no nosso comportamento e capacidade de estabilizar as ondas mentais. O “Objetivo final” do Tantra é estabilizar a consciência — trazer a pessoa para o aqui e agora — de forma que o indivíduo consiga sair de um ciclo de aprisionamento e tome as rédeas de sua própria vida, libertando-se. Para isso a meditação é a chave e ninguém quer ir meditar se não houver tempo disponível ou uma priorização adequada.

Vida Sexual e os Métodos de União do Tantra

Dos métodos de união, talvez o mais conhecido seja o Yoga. Porém, o mais imediato e acessível envolve a vida sexual. Ao mesmo tempo em que a questão sexual é por vezes atacada e reprimida. Conflitos internos estão sempre presentes na vida e nas mentes das pessoas, e existe um certo descompasso comum entre o pensar, o falar e o agir.

Quem nunca ficou em dúvida entre casar e comprar uma bicicleta? Se você sente que sua vida tem, não somente uma, mas várias travas, o texto vai abordar questões caras do sobre como o Tantra e o Yoga trabalham para a fluidez e integração do seu ser. Outro dia vi um vídeo de um padre católico falando o quanto a prática do Yoga o impactou. Passou a viver uma sensação de união com toda a existência.

Ou seja, em um processo de percepção da diferença entre o mundo exterior e o interior cada vez mais tênue. O mais interessante é que o Yoga mexe justamente com a fluidez da energia sexual dentro do corpo. Ou seja, mesmo sendo celibatário, todos tem energia sexual dentro de si e essa energia mexe com a própria relação com a vida.

Bases de uma vida plena

Uma das bases para uma vida plena é estar em relaxamento. O simples relaxar já elimina estados de ansiedade que atingem as pessoas hoje em dia, com mais afluxos do que o desejável em um ambiente com saúde. Agora, também não é fácil dizer “Relaxe!” a uma pessoa que já está nervosa, ou com muitas questões para resolver no campo da saúde ou material. Se você deseja reverter os momentos de ansiedade e desconexão, vale notar que a natureza não dá saltos. Ou seja, o tempo da mente não é o tempo do corpo e tudo ocorre em processos.

A vida e o pensar como processo de integração

Pode não ser óbvio que o universo não está dividido entre bem e mal. Isso impacta no sentido de se estabelecer as bases de uma vida mais plena. Porque com o dual, a tendência a exaltar aspectos que tiram a consciência da estabilidade ocorrem. Ou seja, passa a ocorrer uma luta, dentro do ser, entre o bem e o mal, o que toma o lugar da aceitação. Assim, a mente pode levar o praticante a um estado de conflito interior, o que per se, é algo instável.

No entanto, note que não se trata de tornar a mente em algo dual, condená-la. Ela não é a raiz do mal no sentido bíblico. Os pensamentos são fenômenos naturais, e a sua mente não está alheia ao seu corpo. É difícil perceber em um 1º momento o quanto a mente responde e interage com os aspectos do corpo. Dor e sofrimento fazem parte da vida, a questão está na forma como se lida com eles. Qualquer “lado” que se escolha a pessoa entra em conflito. Quer dizer, é muito normal ouvir pessoas falarem que estão do “lado do bem” sem se dar conta de algo vital. Ao criar o bem, cria-se também o “mal”, bem como a luta entre eles.

Religare Tântrico: aceitando a vida sexual

O Religare Tântrico envolve tanto a relação interna do ser, como a que se dá ao longo da vida. Em geral, quando as técnicas são aplicadas com afinco, melhoram muito o dia a dia do praticante. E na medida em que o próprio Yoga se origina do Tantra, fica claro que o Tantra trata não só de unir e integrar, mas também da transcendência. O problema é que a transcendência é quase um monopólio das religiões, que em geral ensinam a divisão e o dual.

Também não se trata de negar a existência do dual. Esse é outro conceito base da vida: a energia flui de um polo para outro. O problema acontece quando o dual entra em um âmbito moral da existência. A questão vai mais fundo. O ingênuo “Livrai-nos do mal” ou “faça coisas boas”, traz consigo uma carga forte de culpa e medo. O papel de figuras religiosas seria libertar! Não de aprisionar as pessoas nos próprios melindres da alma. Elas, por sua vez, acabam se tornando suas vítimas, presas no labirinto dual da existência.

A vida sexual como Culpa e Pecado

O “Pecado Original” é um dos maiores símbolos de prisão dos seres humanos.
A trilha do Tantra leva à libertação, de uma existência automatizada e escrava para um estado de lucidez e relaxamento. De todas as uniões possíveis, a mais ignorada como forma de se tornar um ser mais lúcido, mais pleno, mais vivo é também a mais óbvia. Ela foi relegada à culpa. Imagina se as pessoas soubessem que o caminho para céu está no ato sexual?

Ninguém mais iria procurar os padres e pastores, talvez. Na história do Tantra, os primeiros que chegaram ao Samádhi (correspondente ao estado de graça), o fizeram em ato sexual. Muitos se referem a este estado como um estado de iluminação. É muito pouco provável que os primeiros a chegar lá tenham o feito fazendo posições, ou ficando parados tentando meditar. Nesse estado é possível jogar luz (de diferentes cores e formas) sobre qualquer aspecto da vida que se queira.

Yug: raiz sânscrita para os termos religião e yoga

O termo em sânscrito yug dá origem tanto aos termos yoga como ao termo religião que vem do latim, religare. Ou seja, em si, yug significa união. Os religiosos da atualidade estão pré ocupados em angariar fundos. Nesse processo, que se tornou um processo de “palavras”, jamais dariam o Caminho das Indias de mão beijada. Quando pensamos nesse caminho, existem 112 Sutras que indicam os Tantras (métodos, técnicas) para percepção da realidade e consciência. E mesmo que a pessoa não seja “sexual”, a expansão ocorre pela via da energia sexual, ou energia de vida.

Como se libertar do medo e da culpa com relação à vida sexual

Quando se trata da energia de vida, não tem como se esquivar da energia sexual.
Por isso existe uma relação importante em sair do dual quando se trata de lidar com essa energia de forma mais direta. Seja em sessões de terapia tântrica, seja na própria vida sexual, independente do Tantra. É por isso que gosto do exemplo do micro celular: quando uma célula se reproduz, a pessoa vê como um cicatrização. Ou percebe que está ficando menos doente, está com o sistema auto imune mais forte. Assim, o medo e a culpa com relação à energia sexual são fatos políticos e morais, não são naturais.

Yoga mexe com a vontade de fazer sexo?

A libido pode acontecer de diversas formas por conta da prática de Yoga. É normal que as pessoas não notem nexo entre meditação e energia sexual. Mas a subida da Kundaliní (Energia Sexual) através do canal de energia da coluna vertebral é base para que a pessoa sustente estados de consciência expandida. Se estamos falando de uma energia que se manifesta sexualmente, então a libido, bem como a regeneração celular e a imunidade são impactadas pelo processo! Assim, o estado de Yoga (sensação de União) também é um estado dde energia sexual acima dos níveis comuns.

As ideias morais, ou moralismo, separam o efeito do Yoga da libido e energia sexual. O Yoga muda, quase sem querer, vários processos internos. Por exemplo, a forma como a pessoa se alimenta, faz sexo, e também como dorme. É normal que as pessoas falem que são impacientes demais para “ficar muito tempo parado”. Isso acontece porque elas não se dão conta do prazer que o próprio corpo dá quando a consciência está presente no aqui e agora. Esse prazer deriva sim do prazer sexual, mas poucas pessoas o expõem como tal. Quando alguém começa a praticar Tantra e Yoga, joga luz sobre a energia sexual, e isso pode se tornar um problema. Porque ao fazer isso, a pessoa vai ter que lidar com suas próprias sombras duais.

Não consigo me libertar da culpa do sexo; como proceder?

Um dos aspectos básicos da culpa é o fato de que ela cria luta e divisão no interior do ser. De forma geral, notar um aspecto básico da sua biologia ajuda a se libertar: a natureza não criaria algo super prazeroso no corpo se isso não fosse para alguma funçao. Ora, a função que todo mundo sabe, reprodução! Mas os religiosos dizem que é algo que gera “danação eterna” se for feito por prazer. Das espécies do mundo, somente três (se eu estiver errado, me corrija) fazem sexo por prazer.

Ou seja, Deus teria expulso o homem do paraíso por conta de comer do “fruto proibido”. Muitos interpretam que esse fruto seja o sexo. Outros já enxergam que o fruto era o “fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal” Entender que sexo por prazer existe na natureza pode ajudar a pessoa a se libertar de alguns fantasmas.

Perceber que o Tantra produziu o maior número relativo de mestres ascencionados ajuda. Em termos de quantidades de pessoas, as trilhas patriarcais representam mais de 95% da população da Terra. E mesmo que a pessoa seja praticante do Tantra (matriarcal), ela acaba herdando os moldes mentais duais e de auto repressão comuns na vida. Agora, quando se olha os mestres ascencionados, é quase que uma unidade: Tantra. Não existe Guru (Professor) sem Tantra (método).

Fechando-se para qualquer culpa

Assim, se você sofre com culpa com relação ao sexo, o primeiro passo é parar de criar bloqueios mentais com relação à sua vida. O método tântrico funciona porque é simples: o relaxar conduz à meta de expansão, quase que sem querer. Qualquer oração que fuja do sexo, não é uma oração amorosa pelo simples fato de estar em desarmonia com parte integral de seu ser. Isso significa que a morada da mente que é o corpo, e o corpo depende da mente. Ou seja, não adianta lutar contra qualquer um dos dois. Também não adianta achar que uma vida de monge é mais “elevada” que a vida dentro do mundo.