Ir para conteúdo

Acolher das emoções e como se livrar do “tenho que”

O acolher das emoções é algo diferente de submetê-las ao seu controle pessoal. Isso porque as convicções e paixões deixam de estar no centro das atenções e você passa a testemunhar aquilo que se sente. A vida opera por si mesma e a necessidade do presente se torna imediata, então de nada adianta querer direcionar para algo. Isso cria pré tensões.

É aí que mora a liberdade do Tantra! Ser livre para testemunhar tudo isso. Inclusive ser livre para testemunhar as próprias emoções, sem medo de sentir. Normalmente as pessoas falam “eu sinto muito” quando estão sentindo coisas tristes. Dizer eu sinto muito dentro do processo de desenvolvimento do Tantra é se abrir para sentir tudo: tristezas e alegrias, dores e prazeres. Isso em suma é viver, é a vida.

Existem pessoas tântricas que não sabem que são tântricas, da mesma forma que existem pessoas que acham que são tântricas mas não são. A quem passou e completou o processo de consciência meditativa. Ou seja, ser e estar no aqui e agora. Vai perceber que não vai mais haver a necessidade de “ter que” isso ou aquilo, ou pior, ter que ser isso ou aquilo.

A moral e os bons costumes e o acolher das emoções

Existem também aqueles que se dizem tântricos mas estão apegados à moral dual, mesmo que de forma sutil. Normalmente aparece em discursos dos “bons costumes”. Os processos que se fazem sentir, são parte de um todo; mas não adianta entrar em qualquer arte de “lutar”. Se a pessoa entra na luta, ela ainda está distante do processo de redenção próprio do Tantra. E no fim das contas, tudo bem também, cada qual terá seu próprio processo interior de percepção da consciência.

O ensinamento do Tantra, dos Sutras de Shiva, vai no sentido de não considerar nada como puro ou impuro. Mesmo que não esteja claro para o praticante em um primeiro momento, os começos duais podem parecer não têm custo algum. E à medida que você for desenvolvendo tal técnica de expansão, a não dualidade do Tantra vai ficando mais clara.

O Tantra diz que você pode! É difícil para a maior parte das pessoas acolher tanto a vida como a morte. Uma não é melhor que a outra! O ato de nascer muitas vezes dói mais que o morrer, mas a mente dá um atributo “bom” para o nascer. Parece sempre que o ato de nascer é “bom” e o de morrer é “ruim. E o que notamos é que não, o aqui e agora é o seu início e o seu fim

Deva Bebaak Ver tudo

Sempre gostei muito de estudar tudo relacionado ao Hinduísmo. Engraçado que tenho a sensação de que só de ouvir termos em sânscrito (língua antiga da região que hoje é a Índia) me sentia atraído para tal. Atualmente, Yogin e Tantrika, faço das atividades ligadas ao hinduísmo um estilo de vida.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: