a trilha do tantra

A moda vem à tona de tempos em tempos: vez por outra alguém como a Madonna começa a praticar yoga e a massagem tântrica. Ora, a trilha do Tantra muitas vezes não é o que está na boca das pessoas. Geralmente, ela é o que está no #coração delas, por isso, sempre vale a pena considerar quais as palavras que usamos.

Elas carregam um poder de fazer junto delas, quase como uma “ação etérea”. Vivemos em #tempos mais escuros: às vezes até o tom implica um jeito diverso para seu entender, e palavras são armas utilizadas para ferir e cancelar uns aos outros.

Das atitudes internas e dos paradoxos Tântricos com a moral

Venho batido nessa tecla com relação ao Attitude! Tantra: a #atitude que se busca olhar, observar e estudar é sempre da pele para dentro. Mas não me entenda mal, esse post não está no porquê das coisas, mas sim no “como” das coisas. A ideia aqui não é incitar as pessoas a uma atitude “externa”, mas sim fazer perceber qual a atitude interna perante ao que se passa no externo.

Porque se ela se transformar de forma verdadeira, a pessoa não mais precisará se preocupar com mais que detalhes sobre o comportamento externo: já estará em #sincronia e o que restam são ajustes finos.

É como aprender uma nova lingua ou aprender a tocar música: quando você vê, sua #psique já nota novos tons de cores que antes não se conhecia. O esforço não está no ato, porque se ele gerar um esforço, a cobrança vem à galope. Ou seja, esse texto é basicamente um olhar para o que torna sua vida em si uma vida tântrica: de #conexão, felicidade e alegria.

E ao contrário do pensamento moda entre alguns, a ideia aqui não é escrever em tom de patrulha, mesmo porque o Tantra olha para o outro somente para perceber aquilo que #reverbera dentro de si. As palavras aqui podem querer dizer muita coisa diferente, e isso depende muito do “#quemsou eu” que está lendo. Note que mesmo que seja a mesma pessoa lendo algo duas vezes, já não seria a mesma pessoa.

Tantra, afinal, é paz e amor?

Mas se eu te digo para liberar sua raiva numa sessão de meditação tântrica em que ocorre a #catarse, e de repente você nota que essa raiva tem nome e endereço, isso não significa que você irá tocar a campainha e despejar a raiva na pessoa. Não!

O processo catártico serve para #autoconhecimento e para que se perceba o quanto nos reprimimos internamente, colocando a sujeira de baixo do tapete. A ideia com o vir da sessão de terapia tântrica é fazer notar a si mesmo quais são os aspectos que geram #angústia, dores e também quais os meios temos dentro de si para lidar com isso. Sem deixar de vislumbrar os #êxtases que o Tantra tem para oferecer.

Dentro do #Tantra, a catarse não é um fim, é um meio de limpeza, uma estratégia para remover obstáculos que impedem a meditação. Na hora da raiva, o aprendizado é passar por ela com tudo o que ela tem para oferecer.

E a estratégia tem a ver com ser melhor passar pela raiva em um momento e ambiente #terapêutico do que ficar fermentando esse sentir e direciona-lo a alguém, como uma bala. Já ouvi mil vezes pessoas dizendo que o Tantra é “paz e amor” e é real que esse tipo de #postura pode atrair algumas pessoas.

Antes da trilha, o despertar para algo sutil e profundo

Em um primeiro momento, é importante estudar, perceber que existem diversas linhas de tantra e ver a #opinião de pessoas que estudam o assunto. Pode ser que se encontre Tantras divergentes. Note que a maior parte das vezes a divergência está na forma de executar tal e tal técnica ou método.

Mas quando notamos que o Tantra traz para a #vida da pessoa: a percepção da energia do ser. Ou seja, ter a energia para ficar no aqui e agora, com a #busca interna de não julgar. Isso não significa não ter discernimento, muito pelo contrário: o tempo confere aquele jeito de sabedoria. E isso não significa entrar em esforço, se a pessoa estiver com os canais energéticos livres, ela não vai acessar o esforço.

A auto repressão também é uma repressão. É importante quem está no processo de #iniciação tântrica, busca o auxílio de especialistas. No entanto, é aconselhável o cuidar para não cair em ciladas: utilize sempre o auto estudo para perceber se tal #técnica te move para uma vida melhor e mais plena.

A retroalimentação dos processos de desejo e inconsciência

O Tantra de qualquer forma não entra na moral. Ou seja, pode ser que a pessoa ao praticar o Tantra sinta mais “tesão” no dia a dia, e esse #tesão pode se manifestar de forma literal em mais vontade de transar, ou que esse tesão se manifeste em vontade de criar arte, trabalhar, estudar, conhecer, viajar. Em suma, o Tantra acelera o processo de #despertar e ascender a #energia ígnea que todos tem dentro de si.

Por exemplo, são 112 os #sutras de Shiva, sendo que é possível praticar 108 deles. Não é à toa que 108 é o número do #yoga, porque existem 108 formas práticas de chegar na hiper consciência. 4 dos sutras são referentes a #chakras não físicos, o que significa que neste corpo físico, se trabalhar com as 108 técnicas, de forma automática haverá impacto nos outros chakras.

Então a forma que o discurso aparece acaba sendo importante dentro do Tantra, e as técnicas da #PNL são interessante de serem estudadas: isso porque a mente define muito do que se vivencia. Se alguém diz “vou tentar” isso, o significado para a mente não é o mesmo de alguém dizer “vou fazer” isso. Existe uma retro alimentação, na forma como a pessoa se expressa impacta naquilo que se percebe como #real.

No caso, as “inter”-pretações são #subjetivas e a gente quase nem sempre percebe quando se infringe sobre si algumas auto comiserações e angústias desnecessárias. Quanto tempo passa sem que percebamos os reais #problemas.

O objetivo final do Tantra em trilha de auto desenvolvimento

O Tantra te ajuda a desvendar as grandes perguntas existenciais de forma leve e descontraída: sempre o sentir, que é o objetivo final. E se a pessoa pegar o caminho de auto comiseração, o dispositivo sensorial de forma automática impedirá que a trilha continue.

Já ouvi dizer também que o Tantra é elitista, mas quando eu olho para os sutras de Shiva que levam a uma trilha, eu percebo que de todos os sistemas, o menos elitista é o Tantra: tanto que noto pessoas Tântricas em todas as classes sociais. Quando você lê os Sutras de #Shiva, você percebe que os Sutras tratam de coisas do dia a dia.

Basta ir executando aquilo que está lá. As #regras: sem o dual, com o sensorial, e buscando a forma mais #desapegada e natural possível. Em um primeiro momento, pode parecer difícil, mas elas estão acessíveis a qualquer pessoa.

O Tantra Original: por que não julgar é importante?

Em suma, os Sutras nos remetem a coisas do dia a dia, que podem ser feitos sem grandes questões. Se você for para religiões e filosofias, ocidentais e orientais, notará elementos do Tantra #Original de Shiva. É possível encontrar elementos do Tantra nas palavras de Jesus: “não julgues e não será julgado”. Isso também é o tantra: não julgar.

Ora, afinal de contas, se isso é a trilha do Tantra, porque os seres humanos ainda estão camelando tanto com questões tão básicas e primais? Os fantasmas e espíritos da moral permanecem, e está tudo bem também, porque o ser humano ainda precisa passar por processos muito próprios até #abandonar a dualidade.

Gostaria de fazer a obs que alguém pode confundir isso com #gênero: a dualidade que o Tantra trata não é se trata de gênero, nem sexualidade: o Tantra pressupõe que a pessoa pratique uma ou outra técnica, em trilha ou não. Assim, de forma natural vai notar que ambos os gêneros estão #presentes dentro de si. Lembre-se sempre que o #objetivo último do Tantra é o de se chegar no estado de desapego e de naturalidade.

A ênfase está no #natural, porque mesmo alguém que diz e fala que está em pleno desapego, as palavras já denotam: existe apego no desapego.

Então, cuidado com os jogos da mente, eles normalmente são #paradoxos. Busque equilíbrio. Para cada “não” que alguém diz, existe um sutra de Shiva que afirma o sim.

A trilha do Tantra na sexualidade: confrontos com a moral

A moral humana (mesmo de quem está no Tantra) atual pode remeter às palavras: Tantra não é #transar. Mas aí você nota o sutra 48º de Shiva: “ao entrar em um ato sexual, permaneça no fogo do princípio, evite os respingos do final”.

Se alguém for praticar esse sutra, a pessoa vai viver o Tantra do Sexo e vivenciar um monte de mudança interior com o próprio sexo; nenhum problema! Agora, existem outros sutras, a respeito da carícia, a respeito de respirar, a respeito de sons (mantras).

Então a frase “Tantra não é Transar” é correta e errada ao mesmo tempo, porque a hiper consciência pode chegar através do sexo sim, mas pode chegar de outra forma também!

Do movimento do Tantra atual, não é a toa que muitos ficam nas questões sexuais: a sociedade reprime tanto o sexo, ele passa tanto por repressões e por debaixo do pano, que muitas pessoas pensam somente nisso.

Como esse processo começou?

A prática no #ashram do Osho em Poona ganhou notoriedade porque em resumo, ele colocava as pessoas para meditar, e notava que muitos não conseguiam: estavam ocupados demais flertando entre si.

 Nisso, colocou as pessoas que estavam nessa lascívia para vivenciar sua sexualidade de forma plena antes de partir para o mais sutil. Pudera! A palavra se espalhou e muitas pessoas acabaram por buscar respostas na #sexualidade. Sim! O sexo tem as respostas: não à toa que os 1ºs estados de #samadhi (hiper consciência) foram atingidos em coitos sexuais. E o Sutra sexual é tão simples: simplesmente permaneça no #fogo do princípio.

Você notará que vai querer continuar no ato, que sua #jovial idade vem à tona, que se torna novamente um #adolescente. Muitos aspectos ocorrem com essa prática. Mas Tantra é sexo? Sim e não! Em todos os sutras, o ponto chave é a energia a ser ativada: a energia da #kundaliní. Sem kundaliní não existe meditação, nem samadhi.

Nutrição, Tantra e Ayurveda

Aspectos menos polêmicos, mas que tratam de Tantra, e que geralmente não são vistos como Tantra estão na questão da alimentação: a trilha se encontra em seja natural. Quantas #doenças surgem por conta da falta de consciência alimentar. O simples ato de mastigar o alimento se tornou uma dificuldade para muitos.

É justamente o ato de mastigar que está relacionado ao #paladar. Se a pessoa nem sequer sente o gosto e o cheiro do alimento, ela pode iniciar seu processo daí, do ato de alimentar.

Mas são tantos os profissionais de nutrição, profissionais da medicina indiana que lidam com #ayurveda (a ciência da vida), que o Tantra da alimentação ganhou uma complexidade e perdeu a naturalidade. E essa naturalidade envolve o sentir.

O ato é tão #primordial e elementar. Os alimentos que nos servem as indústrias, muitas vezes estão revestidos de marketing mas não vale a pena perder tempo: o melhor é você começar a sua horta naturalmente. A vida é cheia de pequenos #passos, então, dê seu primeiro passo. Se não for possível cultivar uma pequena horta, comece comprando do orgânico. Enfim, o ideal é iniciar o processo o quanto antes: seja no mastigar, seja no cultivar, seja no comprar.

Autocomiseração

A questão é que a autocomiseração que as pessoas colocam a si mesmas é muito grande, então em nome de uma abundância financeira, muitos abarcam #sofrimentos sem perceber. Por exemplo: o corpo sofre em #silêncio quando a pessoa passa 8 horas por dia sentada diante de um computador. O corpo não foi feito para ficar sentado o tempo todo, e uma hora ou outra a conta chega, com doenças.

Muitos, mesmo doentes, não despertam para o algo mais básico: a sensorialidade. Com a sensibilidade desenvolvida, o corpo passa a não aceitar mais determinados #comportamentos. Na questão do nutrir ao seu corpo, tão sofrido, isso fica nítido: se sentir o cheiro do embutido ultra processado e se permitir mastigar muitas vezes aquele “alimento” a pessoa, de forma natural e sem esforço, vai começar a #rejeitar aquilo.

Quando nos deparamos com o que as pessoas almejam, tudo o que não faz sentido para o Tantra, cujo sentido é sentir, o que pode parecer um paradoxo, mas seguir a trilha é viver melhor. A vida por si só é um presente e o Aqui e Agora é aquilo que existe. Questões do sobreviver são consequências menores de se estar no Tantra e viver a #abundância.

Desatando os nós que nós mesmos nos auto impusemos

O Tantra trata de consciência, e nossas #escolhas ocorrem de acordo com os níveis das substâncias que existem dentro de nós. Então, para se ter as melhores escolhas para aquele momento presente que ainda não chegou, comece pela alimentação, comece com #atenção ao seu corpo, comece com um alongamento composto com respiração profunda e consciente.

“Ah, mas se a pessoa tem dinheiro, é melhor ir sofrer em #Paris”; o ponto é que para a trilha do Tantra não há sentido algum em sofrer, então entre ter dinheiro e não sofrer, a resposta está em não sofrer. Essa abundância não se refere somente ao financeiro, ela é uma abundância que abarca mais planos de #existência. Tantas pessoas financeiramente abundantes mas ao mesmo tempo tão escassas em aspectos emocionais ou de qualidade de vida.

Acolher emoções

A quem passou e completou o processo de se ser e de se estar, não vai mais haver a necessidade de “ter que” ser isso ou aquilo. O ato de #acolher as emoções é algo diferente de submetê-las ao seu controle. As convicções e paixões deixam de estar no centro das atenções. A vida opera por si mesma e a necessidade do #presente se torna imediata. Existem pessoas tântricas que não sabem que são tântricas.

Esses começos não têm custo algum, e à medida que você for desenvolvendo aquilo, colherá os frutos no próprio #processo. Quem te falou que você não pode? O Tantra diz que você pode! O aqui e agora é o seu início e o seu fim.

E também aqueles que se dizem tântricos mas estão apegados à #moral, mesmo que de forma sutil. Os processos que se fazem sentir, são parte de um todo; mas não adianta entrar em qualquer arte de “lutar”. Se a pessoa entra na luta, ela ainda está distante do processo de #redenção que é próprio do Tantra. E tudo bem também, cada qual terá seu próprio processo interior.

Comunicação como uma trilha do Tantra sutil

Mas quando se desenvolve dentro do Tantra, a pessoa percebe a #raiz da ofensa: a comunicação atualmente tem muitos potenciais para ofensas gratuitas em uma trilha sem fim. Choques de geração, alguém fala um “A” e já se gera uma grande comoção. Dizer “A” ou dizer “B” ainda tem um peso menor do que fazer “C”. Mas como a #dimensão da vida das pessoas está no mental, o que se fala ganhou um grande peso.

E por isso a forma como se fala qualquer coisa pode ser muitas vezes mais #relevante do que o que se faz. Mesmo que o que seja feito seja condenável, os dizeres se tornaram condenáveis.

Mas o Tantra não condena. O Sutra de Shiva diz: #seja o mesmo não mesmo tanto a um amigo como a um desconhecido. Isso é algo profundamente pessoal: como você é com alguém que você conhece? E como você é com alguém que nunca viu na sua vida?

O “como” é mais importante do que o “que”

Existe uma certa necessidade de compreender a si mesmo dentro do Tantra, a para tanto existe uma #atitude interna para com seus aspectos de vida mais íntimos: o Tantra é uma experiência que acontece através de um método, um “como”.

Não importa onde você vai chegar, mas sim o “como” chegar lá é que fará a diferença mais brutal e mais sutil. Por isso há uma certa necessidade para os que falam demais, #aprender a ouvir, e para os que ouvem demais, aprender a falar.

Da mesma forma, o processo do Tantra se dá em termos de relações sociais: a quem vê-se por ora com o coração em opressão, cabe sair do jugo de si mesmo, também. A ideia é sair da #patrulha, além dela, me refiro com atenção à auto patrulha.

A trilha do Tantra: o mundo que dá voltas

Porque o Tantra te tira o conceito de bem e mal. A ideia é aquilo que favorece a sua vida, em plenitude. Se isso é bom ou se isso é mau, são outros 500s.

Porém, ainda que a forma como esse estado chega, possa parecer sutil. Ela é bem real, porque as técnicas do Tantra giram em torno de tudo o que é #real. Mesmo que você seja um crítico de si mesmo.

O Tantra te ajuda a se libertar das próprias críticas, ele objetiva a mente e torna sutil e doce o sentir do coração. A busca é pelo seu sentir. Como diz o Sutra: ‘mudança que consome a mudança’; você não combate a raiva com a temperança.

Diferença entre o Yoga de Pantanjali e o Tantra de Shiva

E aqui temos uma divergência entre a trilha do Tantra de Shiva com o Yoga de Patanjali. O Patanjali diz que você combate pensamentos na medida em que cultiva os seus opostos. No Tantra de Shiva não é assim: só a raiva pode consumir a raiva, e só a tristeza pode consumir a tristeza, assim por diante.

Quando você busca um pensar oposto aquele sentimento que quer “combater” você pode criar a ilusão de que está lidando com ele. Isso é a repressão, ou melhor dizendo, a auto repressão que ocorre de forma bem refinada.

Não se trata aqui de ser #niilista, de negar aquilo que ocorre dentro de você. A verdade é que você veio ter uma experiência nesse existir finito. Se isso, então não aquilo, e portanto, basta parar de se esquivar de viver: use a fagulha para incendiar a sua emoção.

Cultura Ocidental e a Terapia Tântrica

Em terapia tântrica, de forma geral quem passou pela transformação do Tantra sabe que os #opostos são apenas jogos da mente. Mesmo que não seja bem parte da nossa cultura, ele existe na origem da existência humana. A nossa #literatura e música tem diversos elementos do Tantra. Assim, às vezes é mais fácil se desenvolver dentro do Tantra sem grandes pré tensões; a cultura ocidental não gera muito muito impulso para os hábitos como o de ler livros um pouco mais complexos, ou o de desenvolver seu jeito com as #artes.

cultura ocidental e o tantra

São muitas opressões a que as pessoas estão acostumadas e o ocidente cresceu em sua tradição material. Assim, em algum ponto, a matéria encontra o espírito, inclusive, a matéria pode ser a manifestação da magia do #espírito (por que não?). A questão do velho debate da luta do bem contra o mal, algo que torna tudo mais difícil: a mente se torna um #labirinto de dualidades e é fácil se perder.

Ou seja, entrar no jogo da “verdade” pode se transformar em um labirinto sem saída. Além disso, não adianta tentar escapar para o alto da #montanha: as máscaras estão caindo, pouco a pouco, de todos aqueles que se cultuam como iluminados ou iluminadores. Diverso da vida do Oriente, cujo contexto espiritual ainda lampeja no incônscio das pessoas, o #Tantra ressurge no Ocidente de forma diferente. Quando vejo tutores da cabala do Oriente falar sobre a realidade ocidental, parece que estou diante de diversas caricaturas.

Liberdade, auto libertação e a cultura ocidental

Mas a realidade é que existem técnicas para o #autoconhecimento, é disso que trata o Tantra. Dito isso, existe um certo renegar (dentro da cultura ocidental) dos instintos mais primais que a vida humana oferece, e o selvagem acaba pode se tornar uma #força caso a pessoa queira, mas não dá para alcançar. O selvagem não existe há mais do que a memória cênica pode se fazer notar. Além disso, não existe #tática da selvageria, e se existisse, essa seria só mais uma outra forma de se perder de si mesmo.

Assim, nesse processo de passagem para a auto libertação e liberdade haverão 7 bilhões de #técnicas do aqui e agora, porque existem 7 bilhões de seres humanos. As crenças pouco importam diante da forma simples que as técnicas são ou se mostram. De qualquer forma, o ativar da Kundaliní (energia de base, de vida) pode ocorrer a todos. Assim, o impulso #primal é a abstração de conceitos moralistas, com carga de culpa e de pecado. E então, a partir daí, o céu é o limite.

A trilha do Tantra no mundo das artes

Integrar seus opostos de forma a unir sua consciência e acolher a matéria tão rica e abundante. O espírito ilimitado, mesmo que não espiritual, se deleita com o mundo das artes. E diferente do universo das palavras convencionais, as artes tendem a ser mais unas, do que duais ou combativas. É bem possível que você já ouviu algo do tipo: “não foi o que disse, mas o jeito que você disse” que “pegou”.

O problema é que no entanto existe uma ilusão de que nós somos dotados de livre arbítrio. O cérebro na realidade decide o que faremos milésimos de segundos antes de a gente ter a ilusão de achar que aquilo está sendo escolhido de forma consciente. Assim, os hábitos diários são os que realmente importam quando se trata de decisões ou estilo de vida.

Quanto mais a consciência expandir, mais grau de manobra seu sistema terá para executar um processo de consciência expandida. É por isso que o mundo das artes é tão interessante e dialoga com o Tantra: lida com a forma de manifestar-se. O que se perde com o bem e mal é o que se ganha em termos de poder: a narrativa de costume usa o bem e o mal para conferir o #poder, seja a quem conta a história, seja aos personagens da história.

Do mundo das artes ao mundo do sucesso

Se tornar um #poeta e se tornar siso ao mesmo tempo é um desafio. A maior parte das pessoas está em busca de fazer seu mundo de artes particular um mundo de sucesso geral. Para tanto, o processo que o Tantra sugere é estar no aqui e agora. O sucesso é algo que se sucede dia a dia.

mundo das artes e a trilha do tantra

Quanto a isso, o quanto antes as pessoas notarem que a forma com que elas já são é uma forma única e #natural, ou seja, saírem do estado de “luta”. A partir daí poder seguir adiante no caminho de desenvolver um propósito. Existem vários exemplos: 1) aprender línguas é melhor com 5 min por dia que 1h uma vez por semana; 2) sucesso profissional vai melhor com disciplina e constância do que com grandes arroubos de receita.

Até quando pensamos na própria raiz do termo “sucesso”; tem relação ao que se sucede. Isso remete à ideia de algo que acontece para que outra coisa aconteça. E assim sucessivamente. Como no pensamento do #Sámkhya, corrente naturalista, a “natureza não dá saltos”. O fazer fica diante do pensar, e se sobrepõe em sucessões de “construires”. Assim, fugir daquilo que se sente, somente posterga o mal maior da dualidade; o dual por si mesmo continua a se #alimentar e a crescer, até saturar. Abdicar do esforço, ser a água e fluir junto com a gravidade é a redenção das artes e maior dos sucessos. 

Jogos duais e a sacada do caminhar da trilha do Tantra

É aí que mora a “sacada” do Tantra para o ato de se tornar livre: parar de perder tempo com os tais jogos duais, porque não vale a pena. Se um profissional de #Tantra abraça o dual, significa que não deixou de lado sua ansia de poder, e o caminho rumo à libertação ainda não foi abraçado. E tudo bem também.

jogos duais e o tantra

Faz parte do crescimento individual passar por etapas. É normal que os jogos da matéria divirtam por um tempo (às vezes mais de uma vida). Então o caminho do Tantra está em encontrar o poder da redenção e o #fluxo daquilo que é o mais fácil. Sem orgulho de quaisquer #lutas.

Dos jogos duais com a fluidez e viscosidade

A matéria te mostra o que é restrito. Então aprender a lidar com o restrito é algo em que se deve mergulhar, para então acessar a dimensão do abundante. Isso porque é a partir do #chão que alguém se apoia para se levantar e se alçar às alturas.

Dentro do padrão da maior parte das pessoas, a busca pela fluidez é comum. Nós nos deparamos com o #fluido, mas nos vemos presos no que é viscoso. No meio do Tantra observa-se com frequência a luta contra certos comportamentos. Por exemplo, os 7 pecados capitais muitas vezes sofrem represálias. Deles, o que envolve uma dos maiores combates é o do #sexo e sexualidade.

Ora, dentro do contexto de ascensão da #Kundaliní, o praticante vai acessar ímpetos de #luxúria. Não existe amor verdadeiro sem o crescimento sexual pleno. São processos e etapas, como o maturar de uma árvore. Primeiro ocorre tal processo, depois outro. Assim, o desenvolvimento pessoal passa pelos 7 #pecados capitais. Sem viver os “pecados”, é impossível viver o valor das virtudes.

Ter essa noção de que os processos ocorrem em #etapas e que está tudo bem acolher a sombra e a parte “pecaminosa” de si, vai transformar os momentos de virtude em estados de plenitude.

O culto ao “resolva sua vida” em 1 segundo, internet e a trilha do Tantra

Afinal de contas, são tantos os slogans de soluções “resolva sua vida agora”. Tantos, que muitas vezes fico impressionado com o fato de a humanidade ainda não ter resolvido suas grandes questões. Mas parando para refletir, percebo que a vida tem mais paz para quem abstrai tanta info. Ou seja, tirar a mente da #confusão e gera uma serie de efeitos internos.

E tudo bem também se nos perdermos de vez em quando. Quer frase mais tântrica que essa de #Nietzsche em Assim Falou Zarathustra: “é preciso se perder para se encontrar; como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?” Não é tão fácil abstrair-se de todo esse processo do digital.

O início do #pecado está na ignorância: é mais fácil o querer sem querer. Mas não é a toa que um dos símbolos principais de Shiva Nataráj está em seu pisar no anão da ignorância. E em muitos textos eu abordo a questão do dual. No entanto, o problema não está no que é dual em si. O problema é carregar essa realidade da narrativa dual para a vida. São tantas as #histórias de bem e mal que nos fazem perder o ar, que o dual se tornou uma versão de passa tempo.

O Tantra e o “resolva sua vida”

O Tantra busca a integração da mente com o corpo. Agora, dentro da dimensão do corpo e da matéria. Então, se pensarmos em questão de tempos: a ansiedade ocorre quando a mente está em um tempo que não o da realidade atual. Aqui vale observar que a internet, por ser uma plataforma de comunicação, atua com foco na dimensão de existência da mente. Dentro dessa dimensão, não existe passado e futuro, tudo é, tudo pode ser.

resolva sua vida e a visão do Tantra

Assim, resolver a própria vida em um contexto tântrico significa viver o aqui e agora em todas as dimensões que ele oferece. Não é à toa que ganhou um estereótipo sexual no ocidente: o Tantra inclui inclusive o sexo no processo de integração. Isso se tornou surreal em termos de cultura repressora.

E existe uma linha tênue entre não deixar que a situação da mente transforme seus #desejos em ansiedades. Para isso o Tantra oferece técnicas de práticas diárias. Contudo o tempo passa de forma diferente na dimensão da mente. No caso, sempre que me deparo com alguma grande solução, busco perceber em mim mesmo qual é o desejo ativo naquele momento. E assim, ao praticar as técnicas do Tantra, menos distantes do aqui e agora vamos nos tornando. Exercitar o ato de fazer um auto estudo é fundamental.

Ação real e o abraço da vida de acordo com o Tantra

As análises das situações da vida fazem com que a gente tenda a ver as coisas e os processos de um jeito #dual. Tudo bem, faz parte do curso de crescer por dentro. Mas um revés que pode vir daí é o seguinte: o dual não permite entrar no viver do real. No entanto, pode sim servir como ponto inicial em uma etapa inicial da #existência. Mas o crescer interno e o passar por experiências dentro da trilha do Tantra trazem à consciência o que significa a “ação real”.

ação real e a trilha do tantra

Assim, com a presença do dual, fica mais fácil de lidar com o script do que é narrado. Ele, por sua vez é diferente de “real”, ou da #verdade, quando se trata em termos de linguagem. As palavras tem uma dimensão restrita, são uni direcionais. E por isso ajudam a mente a ficar no vai e vem zigue zague típico. A questão é que entender a vida não dual entra em uma dimensão de amor e aceitação; o dual não entra, porque se alimenta da #luta, do conflito entre mocinho e do bandido.

O ato de abraçar a vida como ação real na trilha do Tantra

Sempre saem na #mídia questões como os #abusos, sejam morais, sejam sexuais, sejam de poder. E tudo bem, faz parte da dimensão da comunicação chamar atenção a partir de algo que seja espantoso, cômico ou escandaloso. E dentro da lógica da luta, do estar dual, com certo e errado, o ringue já está montado, com pipoca e tudo o mais. Agora, supondo que deus existe, e é o absoluto, então, o demônio não poderia ser senão uma parte dele.

Enquanto o livre arbítrio em real se trata de uma #ilusão: ele não per se. Isso pode soar um pouco polêmico para quem desconhece estudos científicos que demonstram que o cérebro tem um estado fisiológico que precede a decisão. Ou seja, a sucessão de fatos que se transforma pouco a pouco em futuro, já ocorreu. 

O estado fisiológico do corpo altera o que nós fazemos, pensamos e sentimos. O Tantra promove bem estar interno

Isso está presente em um dos 112 Sutras do Tantra Original: “não escolha”. É tão difícil, mas a prática de seguir a viver o aqui e agora dá um suporte para o Sutra. Mesmo que o aqui e agora da pessoa seja trabalhar com o ‘julgar’, ela pode seguir de forma tranquila, sem apego ao peso da decisão.

O passar do tempo promove uma expansão: a consciência. A pessoa com mais consciência faz escolhas melhores, mas não que a pessoa precisa se “preocupar” com a natureza de suas escolhas nem há necessidade de se por em qualquer umbral. O aqui e agora faz parte da única escolha factível.

Sistemas duais, sua abstração e a expansão de consciência

Os #sistemas duais são a chave para entender as prisões pelas quais a maior parte das pessoas está inserida. Entender um pouco sobre como eles funcionam do ponto de vista retórico é útil. Até mesmo para identificar falácias comuns, verdadeiras prisões da linguagem e da narrativa que as pessoas criam para defender seus interesses pessoais. Esses processos duais são muito comuns em sistemas de ideias e ajudam ou promovem o ato de julgar.

sistemas duais na perspectiva tântrica
Bem e mal se retro alimentam

Hoje em dia, é possível observar na internet os movimentos “anti-” alguma coisa; do ponto de vista da dualidade, e de deixar sua consciência estável. Ou seja, sempre que alguém é anti racista, anti fascista, anti qualquer coisa, a pessoa está alimentando o próprio fato com que se é contra. Isso pode parecer contraditório! Mas ao longo da história, é fácil de encontrar exemplos onde o mal alimenta o bem e em que o bem alimenta o mal.

No caminho de encontrar e ser a si mesmo no contexto de sistemas duais

A questão então, é fazer do status do aceitar chegar no ponto do não-esforço: aquilo que se faz de forma natural. A vitória e a derrota não são parte do que nós chamamos de vida. É ingressar no caminho de encontrar o ser natural que existe dentro de si.

Mesmo que isso seja uma espécie de cliché. Isso porque entrar no #abismo escuro pode parecer ser parte de um processo cabal; transformar-se a si mesmo ocorre quando você se quer nota que está no processo. Então, os sistemas duais são mais importantes porque eles colocam a programação para funcionar de acordo com o que é o seu próprio #desenho.

Assim, a #forma é mais importante que o objeto. Impressão é o que se faz em folha de papel, impressionada é a pessoa que deixou-se partir para observar o que ficou em seu lugar de ascensão (ver video no YouTube). Então as suas palavras e as suas ações importam. Ou seja, a dimensão em que elas atuam faz a #diferença.